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O Livro do Tempo

O que se sabe hoje, é infinitamente menos do que na realidade existe!

O que se sabe hoje, é infinitamente menos do que na realidade existe!

Os novos nomes da inquisição

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Os novos nomes da inquisição.

 

A história relata que a inquisição foi oficialmente abolida em Portugal em 1821 e o Marquês do Pombal reformolou o seu conceito para servir os interesses do estado. Muito provavelmente terá tido eventos semelhantes nas terras por onde passou, sobretudo na Europa e por onde esta andou. Seria triste ter uma inquisição acabada sem explicações.

De inquisição evoluiu para inquirição, adaptando assim os métodos aos tempos em que o significado das simples letras revelavam e continuam a revelar o desapego de passados indignificantes à condição de quem quer que fosse e de quem quer que seja e ache útil a estrutura eliminatória da condição que se afirma.

São episódios muito circunstânciais e bem localizados no tempo, aqueles que deram palco à oficialização de actos barbáricos (palavra utilizada para não entrar no mesmo cenário então utilizado e sendo assim mais é preferível um estado de santificação branda). Não existem estudos aturados e oficiais sobre as épocas anteriores e muito menos até aos dias de hoje. O único plano que existe são os factos que decorrem todos os dias.

O verdadeiro significado de inquisição nunca foi de inquirir ou perguntar ou apurar, mas sim eliminar e elimina-se o que, à sombra de mentes luminosas, não serve ou não serve mais, ou, para melhor actualizar a linha do tempo, incomoda um status. Aconteceu, sempre aconteceu e continuará a acontecer ao longo dos tempos que ainda podem restar.

Uma recente história de um filme, em galáxias próximas, atribuía ao nosso planeta terra, como sendo um local de morte e eliminação. São filmes e é conveniente ter em consideração que os argumentos são pessoais, como é qualquer texto e consideração que se escreve sobre qualquer tema decorrente de análises mais ou menos ligeira, como se trata desta.

Outros atribuem ao ser humano, dito de homo sapiens, outros mais recentes de homo deus, que somos o ser mais destrutivo a habitar o planeta, sem grandes atribuições ecológicas. O tempo de destruir a olho nú, civilizou-se e criou terrenos sofisticados para que eliminar seja um acto condigno dos tempos que se vive, na era do salve-se quem puder, que sempre foi e continuará a ser.

A inquisição tinha como finalidade, eliminar quem se opunha a estados vigentes de ideias claras, para alguns, que outros não tinham o direito de contrapor.

Eliminar tornou-se a vaga de fundo para renovar à força conceitos que têm o hábito de se acomodar, dito por alto. Nenhuma História relata concretamente o seu inicio e o seu terminus, talvez porque os historiadores a continuam a ver a vaguear pelas sombras, não vá pegar algum escaldão.

As fogueiras mudam de forma e de nome, de acordo com as vaidades que se passeiam e não houvesse vergonha de evolução civilizacional, o método até, provavelmente, se manteria dado o ecológicamente mais correto e quiça mais economicamente rentável.

Estas são as fogueiras dos tempos de novos preceitos, ateadas a todo o tempo de uma inquisição falha de novas ideias estruturais, falha de novos objectivos que, a meu ver, teriam mais eficácia, pelo seu corte adaptado aos novos tempos, falha de novos intervenientes, falha de novos rancores desmedidos, falha de novos alvos.

O esforço continua a ser desperdiçado a um vento sem tréguas e que muda de direcção consoante as vagas.

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