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O Livro do Tempo

O que se sabe hoje, é infinitamente menos do que na realidade existe!

O que se sabe hoje, é infinitamente menos do que na realidade existe!

Será o conhecimento compatível com os negócios?

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Será o conhecimento compatível com os negócios?

 

Outro dia estava a ler uma pequena reportagem, havendo um claro lamento de um evento, mais ou menos desportivo, ser a grande ocupação mental da população.

Não se fala de outra coisa que não seja a situação do Sporting, pobre ambiente em que vivemos; em jeito enternecedor lá se ia lamentando quem escrevia. Quase fazia lembrar aquela coisa do ópio do povo e o futebol, ou, sei lá, até pode ser outra coisa que não o futebol, mas vai dar tempo na mesma coisa.

Bom..., apenas uma pequena diversão da linha de chegada, sendo que a ideia é que, não é possivel haver negócio sem haver consumidor, não é possivel criar uma ideia consumista, se não houver retirada dos benefícios objectivados.

Quem conhece o mundo dos “media” há mais de ciquenta anos (informação, entretenimento, etc...) sabe que a  sua evolução tem sido feita à medida da formatação que tem sido injectada na massa de consumo. Não é melhor, nem pior, é diferente e cada um classifica este pequeno mundo de acordo com as suas necessidades e é de necessidades que se trata. Por um lado, rentabilizar uma operação de negócios, por outro preencher o mundo mental do consumidor que a faz rentabilizar.

Os exemplos se espalham e se desenvolvem de acordo com a necessidade criada.

Se bem me lembro, de Vitorino Nemésio, não teria o mesmo impacto hoje,  que as tertúlias literárias que hoje em dia são realizadas em diferentes espaços acomodados à forma de cultura segmentada.

António Vitorino d’ Almeida não seria de novo o protagonista de mesmo nível que os The Rolling Stones, em entrevista em uma cadeia de televisão.

Mas, cada um enquadra a necessidade de um punhado de consumidores, admiradores compradores, seguidores baixadores.

Punhados grandes ou pequenos, de acordo com as necessidades de cada um e sobretudo necessidades mentais, porque a mente cria, puxada ou não por ventos.

O que é que tudo isto tem a ver com o conhecimento ou a falta dele e o facto de ter uma sociedade mais ou menos culta e o que é que cultura significa?

Hanna e António Damásio vivem o seu percurso de cientistas e investigadores, com um preenchimento próprio de vida e conhecimento, que lhes é proporcionado por suas necessidades individuais.

Existe um enquadramento alicerçado e construido, nas etapas adequadas ao seu próprio mundo.

As salas onde são exibidos os espectáculos de ópera, têm uma dimensão fisica menor que os estádios de futebol.

Os espaços, onde se desenrolavam as conversas filosóficas de Aristóteles, eram com certeza de muito menor dimensão espacial, do que os espaços onde se travavam as lutas de gladiadores na antiga Roma.

Poderia ser o oposto? Claro que sim, mas a formatação da necessidade está direccionada para quem a consome.

Isso que dizer que quem vai ao futebol é menos culto do que quem vai assistir a um espectaculo de ópera? Ou, quem assiste a um reality show de televisão, possui menos conhecimento do que aquele que presencia a um sarau literário de escritor erudito?

Não creio. Hoje temos a possibilidade de saber e ver que ditos eruditos, cientistas, escritores, empresários bem sucedidos, tanto participam em eventos massificados, como são presença de acontecimentos mais restritos e embora o oposto aconteça com menor regularidade, não deixa de ser verdade, também.

O aproveitamento do conhecimento para gerar negócio tem sido ao longo dos tempos uma mais valia e continuará a ser um grande motor de desenvolvimento para o prover de conteúdo e conteúdos consistentes, exploratórios da identificação de necessidades ou a criação deles.

O espectro global tem a sua medição, pelo abrir de paixões geradoras de enquadramento propositado a uma mais valia do negócio.

Somos assim, animal de paixões com a circunstância que alimenta a necessidade que cada um impõe ao seu elã.

Pelos vistos nem todas as atrocidades são ruins; depende de quem as vê!

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 Pelos vistos nem todas as atrocidades são ruins; depende de quem as vê!

 

Nunca é bom escrever alguma coisa sobre a qual não se possa ter, pelo menos,  algum grau de certeza que possa contribuir construtivamente para fazer evoluir e tirar os nós de algo muito embrulhado e provavelmente esta possa ser a caracterização correcta, quando algo não é pretendido que se mostre de uma forma clara, embrulha-se. Mas, todo e qualquer embrulho, seja de presente, seja de mercearia, mais cedo ou mais tarde é com certeza desembrulhado.

É claro que tive sérias dúvidas se seria oportuno, talvez nunca seja, mas que fazer perante tanto questionamento inoportuno, quando o que se pretende é apenas suscitar dúvidas oportunas ou inoportunas, perante qualquer tipo de atrocidade, que nem todos vêm do mesmo ângulo e de facto a perspectiva pode matar o significado do acto.

Graças ao acelarado desenvolvimento, os dias têm se revestido de novos aromas. Poderá ser a nova primavera a espalhar sabores, que esperamos sejam doces, de deslumbrar o sentido mais apurado.

A classificação tem mudado ao longo dos tempos, porque nem sempre o acto atroz correspondeu ao mesmo peso emocional que é vivido hoje e diga-se de passagem, não fora o peso da proliferação de informação e a selecção das coisas a transmitir ao mundo seria mais directa. O mundo tornou-se uma coisa pequena, de tão grande que é e de tanta gente que abriga, que se utiliza como uma aldeia, para boatizar arremessos, espalhar notícias, vingar ideias, muitas das vezes construidas sobre estacas torpes.

Dá vontade de perguntar se tem diferença ser habitante feminina na Nigéria, ou ser multidão no Médio Oriente, ou mesmo se a importancia de uma actriz de cinema nos Estados Unidos, se sobrepõe à de uma criança de escola infantil de uma familia pobre no Afeganistão, ou se um parisiense tem mais predicados efémeros que o sujeito que habita Bangui.

É, com certeza, de difícil compreensão os parametros pelos quais são construidas as importâncias das classificações, porque independentemente de vivermos em pleno século XXI, apenas se mudou o registo da actuação.

A eliminação, pura e simples, seja física, pelo que representa o desaparecimento do ser, seja processual, pelo que é bloquear acessos ou cortar caminhos que estão sendo percorridos, apenas se diferenciam pelos ditames ditados na circunstância.

Ocasionalmente somos confrontados com notícias de condenados a prisões, umas de longos anos, outras perpétuas, que matam para o resto da vida. Uns são condenados pelos crimes que não cometeram, outros são condenados por crimes que de facto cometeram e os restantes são libertos pelos crimes que deveriam ter cometido, mas que por engano tinham sido presos.

Ainda, ocasionalmente são-nos apresentados factos que na realidade existem ou existiram e que mereceram a lucidez de alguém para os interpretar, como noutro sentido e também ocasionalmente é-nos ofertada a possibilidade de presenciar cenas de consumo ocasional, que permitem disfrutar correntes apetites temporais.

Alguém dizia que a única coisa que nos é dada é o tempo, nascemos com um tempo que nos é entregue e dele cada um faz o que quer, o que muito bem entende. Ninguém é culpado por não aproveitar bem o seu tempo, nem tão pouco é premiado por ter dado o melhor proveito ao tempo que lhe foi concedido.

Ser árbitro em causa própria é uma tarefa árdua, difícil. Quem não quereria recusar tal juizo? As armas de arremesso são difíceis de receber de volta.

Habituamo-nos a considerar que uma mentira passa a verdade a partir do momento que a insistência da sua mentira é aceite socialmente. O mesmo se passa em relação às leis, que são reguladas a partir do momento que existe uma quantidade suficiente de cidadãos que aceita o acto como sendo normal. Assim é em relação aos pecados, em relação ao céu e ao inferno e o que cada um faz desses planos.

Se pudesse voltar atrás, amaria todos os invejosos…!

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Se pudesse voltar atrás, amaria todos os invejosos…!

 

Desde o tempo que tive a possibilidade de ler e exercer alguma análise ao livro do Prof. José Gil, “Portugal Hoje, o medo de existir”, de quem sou admirador, pois considero o Prof. José Gil um admirável filósofo e professor.

Aí, retrata o acanhamento da sociedade que pretende, a todo o custo, amarrar o desprendimento ao direito de voar. Não falamos apenas de Portugal. Do velho do restelo, ao dia de hoje, das margens do Tejo, aos confins de Marte.

É, com certeza, um retrato realisticamente pessimista, não fosse a genetica comprovar que os medos, tambem são uma defesa e uma arma.

O retrato da inveja não é individual, que ancora numa seleção de gente mal planeada. Gente que eu conheci nos meus tempos do inicio, repetiam que fulano não pode nem aceita ver o vizinho com camisa lavada. Dito com sarcasmo de quem não aprecia algum reconhecimento.

É certo que os tempos estão a mudar e têm mudado muito, mas continuo a afirmar que a evolução humana não tem tido muito espaço para acomodar factos verdadeiramente novos, de significativo valor, que identifiquem o rejuvenescimento de genes, ou o nascimento de novos .

O retrato continua actual, desgraçadamente actual e em grande maioria das vezes a reacção à identificação ou ouvido, continua a ser tambem semelhante, como se de medo se tratasse saber que qualquer um é alvo de inveja, qual praga agoirenta que paira sobre as cabeças.

Se é verdade que, mais importante do que viver sobre estas ameaças, é a capacidade de lidar e enfrentar um guarda fatos com mais ou menos camisas lavadas, então passei a preferir a postura do Paulo Coelho, que nos aconselha a amar os invejosos, dizendo mesmo “Nunca odeies os invejosos. Eles são invejosos, porque pensam que es melhor do que eles”.

Num mundo carente de reconhecimento, numa busca desenfreada por posições exteriores ao protoganismo do ser, amar significa o valor superior de defesa e ataque e amar os invejosos será concerteza a maior lição de ética que podem receber, para que finalmente possam crescer, de uma infância dificil de aceitar, só porque o trabalho de lá sair é mais desconfortavel do que o arremesso das palavras.

Espalha o que queres receber, semeia o que queres colher e assim o mundo saberá inicar o seu processo de regeneração. Pequenez não se combate com puxar de orelhas, mas sim com tratamento de carinho e sabedoria. Não são apenas as plantas que necessitam de água para crescer, ou cuidados para se fortelecer, mais do que essas e a maioria das vezes se pudesse haver uma troca de vegetais por humanos, provavelmente estacionariamos mais estacas no que nos são próximos, do que naqueles que estão no jardim, mas a facilidade do facilitismo ocasional cega os olhos com os tapumes na frente da visão.

Não se deve ter compaixão dos invejosos, antes ser uma fonte de ensinamentos para quem também merece o seu reconhecimento, não seja a reciprocidade a maior das cortesias.

Os efeitos imediáticos, na importante lógica do aqui e agora.

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Os efeitos imediáticos, na importante lógica do aqui e agora.

 

No próximo mês de Março (13 a 16), a ONU realizará um importante encontro em Paris, para apresentar as conclusões de um estudo sobre alterações climáticas, estudo esse coordenado pela cientista portuguesa Selma Guerreiro, bem como para debater as consequências das contínuas alterações e (des) evolução do clima, a partir de 2050, ou seja, faltam 32 anos, segundo este estudo.

Ainda o mesmo estudo, que baseia as suas conclusões na pesquisa efectuada a 571 cidades europeias, no próximo futuro terão os seus territórios inundados ou secos.

Qualquer cenário consequente ao comportamento é redutor. Como seria diferente se as condições impostas pelo ego supremo e eleito pelo povo, na grande maioria dos casos.

No fim de seus momentos, nem arrependimento existe. Será que a visão do caminho percorrido é mais forte do que o interesse recolhido? Há uma consciência de fim dos tempos, na individualidade de cada um.

Se, tudo o que é feito aqui e agora, pudesse ser medido no tempo da sua consequência, será que tudo seria diferente? Provavelmente o tempo das questões já tenha passado e tenhamos já entrado ou mesmo a caminhar no tempo da recolha, a recolher o resultado da sementeira, a ver a forma que a semente deu, o conteúdo do espasmo nas decisões voltadas para os efeitos imediatos.

O mundo sempre teve mais tempo de guerra, do que tempos de paz e não sou daqueles que partilha da definição que a guerra sempre tenha permitido mais rápidos e maiores desenvolvimentos à humanidade, mesmo nas ferramentas que pressupostamente serviram ou servirão para alcançar a paz. Foi nos periodos de paz, que o mundo mais conheceu evolução e desenvolvimento.

Sonhos feitos e desfeitos à custa do que interessa é resolver isto para cobrir os efeitos do amanhã. A construção humana tem o preço do legado da capacidade de cada um. É isso que deixamos. Uma memória ancestral que perdurará nos actos dos vindouros e cabe a cada um cumprir uma missão de deixar melhor do que encontrou, ou o contrário.

Fizeram, fizemos um mundo imediatista no resultado, sem visualizar o contexto que seria enquadrado e chamam a estes de visionários, os visionários do imediático, porque o mundo não espera pelos lentos de movimentos, ditos de um paradigma diversal, envoltos na guerra dos opostos, os polos radicais dos lobos que cada um tem alojado.

Será que mais alguém tem um sonho? Um sonho a cumprir para este mundo? Será que o sonho existe mesmo? A medida do sonho de cumprir desígnios fora de moda, feitos à medida de gargalhadas incompreendidas, donas de destinos feitos à medida.

O que todos e cada um está a viver neste momento, é o resultado de de acções passadas, feitos de imediato a pensar no que vamos receber no imediato, com ou sem sonho, com ou sem consciência individual ou colectiva, é o resultado de participações ou de ausências, da seriedade ou ligeireza que orientam as decisões tomadas.

Assim se vê o resultado em mais larga escala, no tamanho de cada um.

Então porque o espanto?

Talvez até a evolução do mundo estivesse desde sempre talhada para este destino, percorrer milhares de anos até à exaustão, até não ter mais para dar, porque o desgraçado nunca recebeu nada em troca, de tanto dar, de tanto lhe ter sido retirado, constantemente e ao longo dos tempos e daí o cansaço também lhe chegou. Pregou no deserto, para orelhas moucas.

O regresso dos deuses

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O regresso dos deuses!

 

Num quase infinito plano de tempo, quando Deus criou tudo isto, seria suposto que as suas sábias palavras fossem compreendidas pela criação. Todos, sem excepção, somos criados à sua imagem e semelhança, tem o vínculo sagrado e nem qualquer tentativa religiosa de se apoderar do termo, da definição, será válida.

Com certeza que vivemos tempos conturbados, tempos que, inclusivamente, estão talhados para uma próxima extinção em massa, que será mais avassaladora do que as anteriores e só faltará saber se depois dessa ainda restará alguma coisa, porque isto é como a batida de um carro, de tantas vezes que vai à oficina para tentar consertar, há-de chegar o dia, ou pressupostamente chegará o dia, que não tem mais conserto.

A nova era da revolução industrial, tecnologicamente apetrechada, virou para uma face de capital altamente intensivo, que compra tudo, literalmente tudo, inclusivamente cargos divinos, posições celestiais.

Veja-se que a tecnologia actual e a que está para chegar são de uma grande ajuda e pode ser apetrecho para efeitos visuais cativantemente sedutores, mágicos de uma luminosidade arrasadora, que desfeita qualquer dúvida.

Atente-se aos fazedores de futuros, aos que clamam e reclamam a sua posição divina. Estes sabem que o futuro não existe, os outros não sabem que isso é uma coisa do passado.

Clamar ser-se divino é a coisa que mais está a dar neste momento. Temos negócios que são mais poderosos do que os países, do que as instituições dos países, portanto, não é nada dificil comprar estes cargos, uma vez que a função é arbitrariamente reclamada.

Continuo a pensar que, apesar da existência desta Humanidade estar em alguns milhões de anos, continuo a pensar que a evolução é diminuta e continuamos a dar mostras de que a evolução não vai por direcções melhores, ao inverso, rejeitamos evoluir.

Os deuses prosperam desde a existência. Basta chover um pouco menos, ou mostrar um novo modelo de automóvel capaz de voar, que logo temos os deuses que se mostram e clamam para serem seguidos, pois no seu seguir é que está a salvação.

Pobre próxima extinção em massa que vai deixar um legado ainda em posição de primitivo.

Decretar resiliência à fatalidade!

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Decretar resiliência à fatalidade

 

Dizia Antoine de Saint-Exupéry que:

“Não há uma fatalidade exterior. Mas existe uma fatalidade interior: há sempre um minuto em que nos descobrimos vulneráveis; então, os erros atraem-nos como uma vertigem.”

Acordamos um dia e resolvemos alimentar a vida de esperança num dia melhor, num percurso de combate a um provavel destino que queiram traçar, que não seja aquele que por decisão própria até consideramos que é esse mesmo que faz parte e a luta prossegue até que no fundo de uma treva surge alguém que diz que estamos entregues ao nosso próprio destino, que é cada um por si e quem puder que se salve, porque a fatalidade da vida não dá para acudir a todos e a partir de agora será sempre assim, ou talvez pior.

Que engano este que nos querem passar, para que sirva de doutrina ou de uma linha de pensamento que alimente fatalidades de destinos históricos, de um povo que consegue sobreviver há tantos séculos, que tem encontrado velhos encostados em decretados pontos de partida, para que fique assinalado como oficial e válido, para quem o aceitar.

O homem, e a mulher, para além de seres sociais, também são seres políticos, porque cada um define a sua trajectória, como um contexto de regras, de princípios, de objectivos, de parametros de movimento em qualquer espaço que decide estar e como seres políticos têm a liberdade de tomar decisões sobre o que é melhor para cada um e nesse processo de tomada de decisões, cabe a identificação do que é melhor e pior para cada individuo.

A evolução da civilização, embora de muito curta abrangência nos ultimos cem mil anos, permitiu já criar raízes à construção de resiliência contra tudo o que não faz parte dos pergaminhos existênciais. Ser resiliente significa não aceitar o que não nos faz bem, ser resiliente significa reagir a todo o contrário de um percurso definido de crescimento evolutivo, independentemente das tentativas de propangandearem fatalidades de destino.

Cada um constrói o seu destino, haja mais ou menos dificuldades.

Resiliência siginifica prosseguir, mesmo com a queda, continuar prosseguindo.

Resiliência não significa aceitar a fatalidade, cara senhora, por mais parecer técnico que seja necessário ladear a beira de um processo de operações.

Dos líderes sempre esperamos esse vislumbre de esperança, a mão que surje, mesmo que as trevas se pintem de negro escuro com luas de sangue, esperança de clamar presença contra todas as fatalidades.

Ninguém aceita enganos nestes dias, de qualquer tipo. Não é possivel que nos enganemos nas escolhas a este ponto. Há uma recusa, inclusivamente pessoal, de assumir esse engano, porque senão, estamos todos engados e andamos todos engados.

Também concordo que quando os grandes desastres acontecem e com consequências inimagináveis ou difíceis de terem sido previstas, é porque nunca se deu a verdadeira importância ao que esteve à volta da mesma, o que a originou. Se de factos vivemos, este processo factual é provavelmente o mais explícito.

O que decide e quem decide o que é importante a uma comunidade, é regido pelo medo pessoal de ser abordado à sua própria incapacidade. Aos líderes não esperamos que tenham medo, que se deixem abordar por tal absurdo de ocasião que só coloca em causa a sua estrutura.

Existem líderes para conduzir a comunidade num caminho de construção de capacidades e competências e se ele tem muitas pedras no seu percurso, então eles, líderes, existem para formar os caminhantes a saberem lidar com as pedras do caminho. Não seria preciso a evocação a Fernando Pessoa para demonstrar a linha desta nação à resiliência mais forte. Os castelos não são construídos pelos seus proprietários, mas são eles que ditam de que pedra são feitos.

Meus senhores, minhas senhoras, devemos ter vergonha quando não sabemos cuidar da comunidade e principalmente quando somos incumbidos de tais responsabilidades. Independentemente das mudanças de paradigma ao real papel de governante, a vergonha apela a uma atitude de responsabilização. Coitados daqueles que acham que a serventia mudou de lugar. As pessoas são adultas, de facto, e conscientes.

A revolta é de vergonha. Sou de um país que é dos mais seguros do mundo, de um país com uma beleza natural que tem conquistado meio mundo e o outro meio está deslumbrado. Sou de um país que tem surpreendido as instâncias financeiras mais importantes, pela sua capacidade de recuperar um país falido. Sou de um país com gentes apreciadas em todo o mundo, pelas suas próprias capacidades.

Quero fazer parte de uma país que trate bem as suas gentes e que esse país se orgulhe das gentes que tem.

Só teremos um grande país, quando o país, os seus responsáveis, estiverem empenhados em fazer das suas gentes, gentes grandes, gentes de envergadura e que ganharam o estatuto de grandes resilientes, de grandes combatantes e não de aceitarem qualquer coisa que lhe queiram servir, sobretudo quando essa qualquer coisa não serve.

Os resquícios do antigamente, o que sobra das sombras, para as sombras dos outros amesquinha a grandeza.

Pobres daqueles que acham que poder é de quem quer.

Façamos deste tempo, não um tempo de fazer, mas um tempo de limpar. Está tudo demasiado sujo, para fazer qualquer coisa e antes de começar a fazer é preciso limpar.

Façamos deste tempo, um tempo de honrar as gentes desta terra, de valorizar o verdadeiro valor de gentes que não tem igual em qualquer outra parte, gentes com eles no sítio, a quem obrigam respeito.

Para além do mais, merecemos melhor, muito melhor e cada vez melhor. Melhores líderes, melhor país, melhor vida, melhores capacidades, melhor paradigma. Merecemos que nos puxem para cima e não quem nos deite para o chão. Se isto é uma luta de boxe, merecemos um treinador que vá lá, que nos ajude a levantar, um treinador que percebe da coisa.

Rubem Alves, Grandes Legados, Grandes Memórias, Escutatória

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Rubem Alves

Grandes Legados, Grandes Memórias

Escutatória

 

Hoje caiu que nem uma surpresa, uma óptima surpresa, numa reunião em que nos juntamos muitos, para que a meio da mesma alguém tivesse sugerido ler este magnifíco texto de Rubem Alves.

Depois disto só apetece mesmo estar em silêncio:

Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo o mundo quer aprender a falar...Ninguém quer aprender a ouvir.

Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil.

Diz Alberto Caeiro que...Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores.

É preciso também não ter filosofia nenhuma.

Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia.

Parafraseio o Alberto Caeiro: Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito.

É preciso também que haja silêncio dentro da alma.

Daí a dificuldade:

A gente não aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor...

Sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer.

Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração...

E precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.

Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade.

No fundo, somos mais bonitos...

Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos, estimulado pela revolução de 64.

Contou-me de sua experiência com os índios. Reunidos os participantes, ninguém fala.

Há um longo, longo silêncio.

Vejam a semelhança...

Os pianistas, por exemplo, antes de iniciar o concerto, diante do piano, fica assentados em silêncio...

Abrindo vazios de silêncio...Expulsando todas as idéias estranhas.

Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala.

Curto, Todos ouvem. Terminada a fala novo silêncio.

Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos...

Pensamentos que ele julgava essenciais.

São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou.

Se eu falar logo a seguir...São duas as possibilidades.

Primeira: Fiquei em silêncio só por delicadeza.

Na verdade, não ouvi o que você falou.

Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala.

Falo como se você não tivesse falado.

Segunda: Ouvi o que você falou. Mas, isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo.

É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou.

Em ambos os casos, etsou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada.

O longo silêncio quer dizer: Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou.

E, assim vai a reunião.

Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos.

E aí, quando se faz silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia.

Eu comecei a ouvir.

Fernando Pessoa conhecia a experiência...

E, se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras...No lugar onde não há palavras.

A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa.

No fundo do mar – quem faz mergulho sabe – a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos.

Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia...

Que de tão linda nos faz chorar.

Para mim, Deus é isto: A beleza que se ouve no silêncio.

Daí a importância de saber ouvir os outros. A beleza mora lá também.

Comunhão é como a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.

A síndrome da Checoslováquia

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A síndrome da Checoslováquia

 

Logo no início do ano de 1993, mais precisamente no que haveria de ser considerado o novo ano do resto da vida da Eslováquia, primeiro dia de janeiro, declarava a sua independência, com o desmembramento da então Republica da Checoslováquia, que por conveniência do conglomerado instalado, permaneceu como tal, até que o muro decidiu ir abaixo.

Vaclav Havel, então Presidente da Republica da ainda Checoslováquia deu o seu acordo para que assim acontecesse e a Eslováquia se tornasse e seja um estado independente.

A exemplo de muitos outros territórios, hoje independentes ou não e integarados no continente europeu ou não, a Eslováquia formou a sua cultura ao longo dos séculos, sempre com o objectivo de ser uma nação autónoma, reconhecida pelo seu próprio modo de vida e que finalmente conseguiu, neste ciclo, a sua autonomia, que não seria possivel de todo, se à frente das nações comuns, estivesse outro responsável que não alguém com atitude de regenerar esse tempo.

As diferenças entre a Eslováquia e a Catalunha são muitos grandes. Primeiro porque a Catalunha pertence a um Estado secular e a Eslováquia pertencia a um novo mundo, mal resolvido.

Mas também podemos referir algum tipo de comparação entre Portugal e a Catalunha e curiosamente ambos os territórios estavam indexados ao Reino de Espanha entre os séculos XVI e XVII e apenas um conseguiu ser independente. Rezam os ditos de então que a única razão por que Portugal conseguiu restaurar a independência e  a Catalunha não, foi o facto de Espanha apenas ter meios para acudir a uma das situações e neste caso deixou ir a parte mais fraca, ou seja, Portugal, não representava uma mais valia para uma integração de valor com o Reino de Espanha.

Os tempos e os seus meios de avaliação são diferentes. Os propósitos e os objectivos continuam sendo os mesmos.

A história, narrada em folhas de papiro e aquela que se conta nas circunstâncias, sempre refere que o mais importante é uma avaliação de conteúdo. Vendo bem as coisas, que benefícios e prejuízos existirão, com as decisões que se colocam em cima da mesa. Que ganhos e perdas se encontrarão nos processos de decisão e cujas consequências assinalarão para sempre uma debilidade existencial de um estado, cujo futuro, sempre se molda de acordo com o que é possivel fazer, nos quotidianos que passam e deixam marcas, de julgamentos esquecidos e apenas recordados nas salas de aula.

Vaclav Havel quase deixou um trauma existencial, mal visto e mal aceite. Os Homens de paz são normalmente excomungados pelo estabelecido e Vaclav Havel encontrava-se entre eles.

Talvez nunca se teria pensado, mas até poderia ter acontecido que a Espanha quisesse saír do espaço onde se encontra a Catalunha, mas isso seria uma não verdade, ou uma não realidade, muito para além de uma razoável compreensão, seria um charco cheio de pedras que até cobririam o dito, deixando de ser um charco. Até dá vontade de rir.

O eterno dilema.

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O eterno dilema.

 

É um jogo de poder e uma guerra de tronos, com meios tão diferentes quanto as mais sensacionais histórias de aventuras, desta vez incorporada na mais dura e crua realidade vivente.

O vilão tem sempre mais e melhores meios, enquanto o bom da fita tem que procurar desmedidamente por meios de subsistência para contrapor os obstáculos, que parecem inultrapassáveis.

Há quem prefira simplificar as coisas e atribuir à dança dos tronos, uma coisa do indivíduo, da essência de cada um, ou o caracter demonstrado perante as diversas atribulações da operacionais.

A guerra entre o bem e o mal é tão velha, embora eu prefira dizer que está muito mais além do que a existência, tão antiga quanto a memória universal possa permitir registos históricos, ou melhor, pensamentos, sim, alcançar o inimaginável do onde tudo isso começou.

Tenho receio que as histórias dos filmes sejam apenas tentativas de revirar a realidade, uma realidade sonhada como se fosse um desejo de alterar o estado de coisas e isto porque aqui a coisa é a sério.

Um certo dia e por episódicamente se ter tornado importante, o amigo dizia, olha sabes que é preferível ser um covarde vivo, do que um herói morto e, embora a argumentação não tenha convencido totalmente, teve como resposta que apesar de tudo, o amigo preferia ser um herói vivo, o que no fundo não deixa de se um espaço ficcionado, onde entra um pouco de filme de animação.

Se considerarmos que as regras do futebol também têm aplicação neste espectro, com certeza que chegaremos também à conclusão que a melhor defesa é o ataque e quem se coloca a defender o resultado, mais cedo ou mais tarde, acaba por perder e sofrer com os golos que acabam por ser marcados.

Na realidade, os bons apenas defendem, não nasceram para atacar, mas sim para preservar, defender de algo que possa alterar um estado de coisas que é considerado como inatacável, ou que não deve ser atacado, ou em última análise que tem a consideração de posse como algo divino com os seus fundamentos de superioridade, para o bem de quem e o que abriga.

Não está preocupado em se munir de meios destrutivos, das últimas tecnologias ou das tácticas mais recentes para destruir. Tem como única preocupação defender e se estamos no mesmo patamar de compreensão de quem apenas defende, mais cedo ou mais tarde, acaba por perder desvantagem de resultado, potencializando perdas consideraveis.

Há meios para uns e outros meios para outros. A repartição é desigual, porque as capacidades não são iguais, os objectivos são bem mais fortes de um lado do que de outro e o alcance tem uma distância terrivelmente díspar. O nível de acesso de uns, guerreia com a dificuldade de conseguir tudo bem dentro dos meios legais, para que não se corra o risco de estar a trabalhar para ilibar um mal.

Dir-se-ia que a sorte trabalha os audazes que se colocam na dianteira e tomam a iniciativa de adequar uma acção boazinha, visivelmente a todos.

Em maus lençois está, quem assume as suas responsabilidades, como cidadão exemplar ou cumpridor, melhor dizendo. A guarda monta-se onde é possivel vigiar, quem está mais à mão e que permite um melhor índice de rentabilidade.

Os complexos bem protegidos, complexos de teias e de muralhas muito altas, com enorme dificuldade de alcance, exigiriam perícias várias, cambalhotas que seriam muito treinadas, com duvidoso passo de alcance e por isso, bem melhor ir ao que está mais facilitado.

Este é o eterno dilema que perdura e perdurará, até que uma decisão altere todo o movimento.

Talvez seja possivel acreditar que a sociedade se instalou nos dilemas dos resgates. Actualmente o meio do resgate existe para simplificar contas. Contas dos outros, contas de linhas infindáveis de créditos incontáveis, que passam de geração e geração, modo carmático para saldar dívidas de gratidão por momentos passados de horrores que ninguém casou, dos que saldam as dívidas.

Um momento errado, um gesto mau, uma deplorável decisão, sempre são comportamentos contra a humanidade, sejam eles de curto ou profundo impacto. Verifica-se que estes comportamentos mudam de posição com os tempos, de tanto clamarem por suas virtudes benéficas, como se de um tratamento termal se tratasse e então teremos a reviravolta do lado negro que passou a ser chamado de lado bom.

Que desproporção de meios!

Em nome dos desígnios, quantas vezes insondáveis!

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Em nome dos desígnios, quantas vezes insondáveis!

 

As decisões deveriam ter forma de serem explicadas, de serem examinadas, para que a capacidade das pessoas ficasse provada, quer por quem as toma, quer por quem as recebe e tem a orbigação de as acatar.

Sempre que se apela aos seres superiores, para tomar uma decisão, que muitas vezes o próprio até tem dificuldade de explicar, dá a sensação que se pretende passar um atestado de burrice às pessoas e isso deve ser evitável, para que não se fique depois a pensar que esse alguém que entende que deve tomar essa decisão, está a empurrar alguma coisa que até parece que é só do seu próprio benefício.

As grandes cruzadas para a libertação da terra santa dos pagãos, neste caso os muçulmanos que estavam a ocupar a terra do país de Jesus Cristo, os locais sagrados, tiveram o seu grande apelo em nome de Deus, com o apoio das linhas mais poderosas do mundo de então.

Estas aventuras ou operações militares, tinham como objectivo efectivo o aumento de poder e alargar de horizontes de actuação dos seus mais directos intervenientes, de um lado e de outro.

O que resta hoje desses acontecimentos, são apenas referências históricas de acções que contribuiram, até aos nossos dias, para aprofundar ódios e mal estar entre duas religiões que representam cerca de um terço da população mundial.

Se todos tivessemos consciência das consequências das decisões que são tomadas, no ecoar do tempo, então aí sim, haveria mais cuidado na estrutura das mesmas, seriam mais estudadas, mais medidas, para que o seu impacto tivesse e tenha os resultados pretendidos, não só no imediato, mas também no caminho do tempo. Isto aplica-se não só às  decisções de curto termo, como também às decisões de grande alcance temporal e o mesmo se aplica às mais simples decisões, aos comportamentos mais rotineiros de um dia comum, como à decisão mais complexa que mexe com a estrutura de uma sociedade inteira.

Na propalação dos ministérios em que se montam as decisões, deve caber uma estrutura digna de quem as toma e para onde são direccionadas. A dignidade é um termo que serve de exemplo, seja qual for o sentido, que veste roupagens concretas, assentes na condução da humanidade.

É muito comum vermos nos dias de hoje, embora com mais cuidado do que em tempos anteriores e aqui a minha dificuldade em localizar a anterioridade desse tempo, principalmente em eventos que mexem com grandes dinheiros publicos, os mesmos envolverem quantidades de dinheiro muito superior ao que seria normal no valor a prestar por esse serviço. Os seus protagonistas tomam decisões em nome do bem estar da população, do desenvolvimento do oaís, sustentando a legitimidade que o povo lhe outorgou para tomar qualquer tipo de decisão, incluindo as indevidas. Se um comportamento destes fossem bem estudado, antes de ser accionado, com certeza que uma parte deles, não o seria, pelas mais diversas razões, incluindo o possivel medo de ser apanhado em qualquer teia que fosse montada e que daí viesse o medo de ser preso, ou devolver o dinheiro que já não possuía.

Sustentar as decisões e comportamentos em nome de algo que não seja o próprio que as toma, normalmente dá mau resultado.

A civilização humana tem ao longo dos tempos criado os seus próprios meios de apredizagem e sustentar a consciência através desses mesmos meios.

O que se sabia no século décimo desta era é bem diferente do que se sabe hoje, incluindo a capacidade analítica dos seres humanos. O homem, e a mulher, desenvolve  ao longo dos tempos, formas de compreender melhor a diferença entre o bem e o mal, entre o que é bem aplicado e o que é usurpado, compreender com mais sagacidade quem toma as decisões para o bem comum ou tomar s decisões para o bem próprio. O que muda apenas são as caracteristicas adaptadas ao tempo.

A exemplo da mentira que sempre tem perna curta, a sustentação das decisões reune em si mesma toda a complexidade onde se alicerçou, onde foi buscar a observação temporal para a justificar, ou a coragem de fazer bem as coisas, de tomar as decisões devidas.

Uma das mais estonteantes e digo assim mesmo pela intrépida ousadia de si mesma, a história de muitas responsabilidades atribuirem a qualidade da governação à qualidade de participação dos eleitores, do povo, do coitado povo que precisa ser governado, aquele que se deixa governar.

Em nome de um desígnio maior, as responsabilidades de diversos quadrantes e mais diferentes pretensões, chamam a si mesmas a coragem de assumir dar a sua vida pelo povo e sempre tudo pelo povo, pese embora quando fechado o ciclo entra a lamentação da falta de reconhecimento de todos, incluindo o povo e o apoio que fugiu para evitar as penas .

O velho mestre diz, é isto meu povo, habituem-se a ter sempre um ambiente de refúgio para alcançar as pretensões. A ideia é fugir entre os pingos da chuva, porque por altura das decisões não há tempo para pensar, quanto mais estudar, sobre as consequências.

O ciclo dos actos é também uma verdade. O senhor da guerra também refere, que a melhor forma de a fazer, é evitá-la, a menos que se identifique com ela ou que a mesma seja inevitável, pelos mais diversos motivos e daí só aplicar as consequências com as práticas mais adequadas.

Em nome de qualquer desígnio, sempre está associada uma consequência.

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