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O Livro do Tempo

O que se sabe hoje, é infinitamente menos do que na realidade existe!

O que se sabe hoje, é infinitamente menos do que na realidade existe!

Sinais patológicos de cura

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Sinais patológicos de cura.

 

O mundo entrou em depressão, não a tipologia dos anos vinte do século passado, mas a patológica, a que corre da cabeça aos pés e leva para o hospital para curar.

Ao que nós chegamos, internar o mundo num hospital, como de um animal se tratasse, porque a besta está completamente em desatino, perdeu a noção das coisas e tem comportamentos desorientados, onde inclusivamente os seus membros estão a funcionar de uma forma desarticulada.

A comunidade médica vem advertindo nos últimos anos, que a depressão é já a doença do século, matando muita gente e com graves sinais de alastramento e nos dias que correm, os ares ganharam via de velocidade estonteante e a propagação tem sido muito rápida.

O que vemos, sinais de tempos em recuperação por tempos provavelmente de uma saudade que se quer chegar.

As dependências são muitas para largar tudo e arriscar entrar num vazio de nada, onde nem sequer existe um brinquedo que faça animar a malta.

Andam todos cansados uns dos outros. O espaço de cada um está vazio e quer se preencher de algo que não se sabe o que é, mas que precisa de ser preenchido, porque a última moda tarda a chegar e a ansiedade custa a controlar e isso faz sentir um isolamento que é tão fácil de estar, enquanto a moda perdurar.

Custa, cada vez mais, acreditar que o ser humano é um animal social. O que temos visto, sinais espalhados em todas as latitudes, é ver um ser humano só, verdadeiramente só e isolado no seu casulo, de um espaço que se defende com unhas e dentes e quando se deixa entrar alguem, esse tempo está definido como limitado, porque ultrapassado esse tempo, a depressão da companhia tende a desenvolver-se e tomar conta de uma vida.

Mais do que a depressão individual, vivemos uma depressão colectiva. O mundo necessita de motivação para ter a sua missão de vida. A enércia dependente de segundas indicações não reconhecidas, mas obrigadas a seguir, sem um mínimo de reconhecimento do que aí contém, prova seguir ano após ano pisadas obrigatórias que destrói a saúde e a filosofia da existência do mundo.

Em nome de um colectivo que não existe, erguem-se sermões sumptuosos, com conteudos devastadamente vazios, refrões coloridos de chamadas à glória de um patriotismo iminentemente oco. Pasmem-se todos aqueles queiram passar nos bastidores e se deparam com a realidade.

O confronto com a realidade mal preparada, recusa de ser aceite, porque não foi para isso que aderimos.

Dir-se-à que é do caos que nasce a ordem. Grande mentira. O que nasce do caos é uma nova ordem, que requer autenticação, para que essa nova ordem seja válida nos seus propósitos e na direção para a qual nasceu.

As novas ordens que nascem, ao longo dos tempos, tem sugerido corecções de caminho, inclusivamente aquelas que derivaram e continuam a derivar de caos ocasional, caso contrário já não teriamos assento gravitacional neste recanto do universo.

Somos células de um corpo em que estamos integrados e estes são sinais de doença que começam a ser identificados.

As reações a “o mundo está louco” quando nos apercebemos de determinados comportamentos, são sinais de uma patologia maior, mais abrangente. O tempo de identificação não é o mesmo que determinado para homem e mulher. As contagens têm uma vida própria.

O mundo sempre soube se erguer do caos por ele instalado e criado novas ordens. A patologia agora é mais séria, mais profunda, porque vivemos num estado mais desenvolvido e temos acesso a um nível superior de compreensão e daí a nova doença do século ser mais profunda e mais difícil de curar.

Recuso terminantemente a ideia de que somos máquinas com capacidade de programação. Somos seres vivos com capacidade de iniciativa e capacidade de reação, isso sim.

Nenhuma máquina tem capacidade de inicitiva, a menos que o Homem a programe para reagir mediante determinados parametros.

O fardo da humanidade não pode ser considerado pesado nunca, quando existe clareza e capacidade para o seu espírito de missão, que é o que não existe neste momento.

Nunca em nenhuma circunstância a patologia foi maior do que a cura. A doença só se encontra em estado de benefício, quando lhe é permitido, quando os caminhos para a debelar resolveram desinstalar critérios contrários aos que estão definidos.

Somos cerca de sete mil milhões de pensamentos e formas de acção diferentes. Quanta diversidade, para que critérios colectivos possam dar certo no mesmo grau. Acho que aí entrariamos no tentar conseguir quase o impossível. Os resultados nunca podem ser os mesmos, iguais, para tanta gente junta e diferente.

Falta acção para que tudo isto resulte em pleno de suas capacidades e essa coisa de depressão seja individual, seja colectiva, seja tratada como uma coisa de nada é maior do que a capacidade de cada, no benefício de todos.

Embra tenha dúvidas se continuamos a ser um animal social, de uma coisa sei, não existe isolamento capaz de se sobrepor à doença.

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