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O Livro do Tempo

O que se sabe hoje, é infinitamente menos do que na realidade existe!

O que se sabe hoje, é infinitamente menos do que na realidade existe!

O velho e o novo

Quantas vezes se fala e com frequência, adaptando as necessidades de chamar à razão, o que eram os Valores de antigamente.

A frequência destas lembranças, que se mantêm actuais desde que a sociedade se organizou, convém para lembrar aspectos perdidos para as gerações que passam, possibilidades de marcar posições para tentar manter actual o que é considerado de Valor em cada padrão.

 

Não deixa de ser menos verdade, que as ocasiões com eventos na sociedade global com maior impacto, são mais que motivos para um retrocesso básico na pessoa humana, colocando o instinto animal a comandar as novas ou renovadas posturas de comportamentos.

 

Não se trata de velhos ou novos comportamentos, mas sim de experiencias enraízadas de valor, em contrapartida com valores em evolução e enquanto não tivermos consciência desse progresso, dessa direção de evolução, não teremos o necessário retorno da evolução correta da Humanidade.

 

Nem os mais velhos podem marginalizar os mais novos, nem os jovens podem descartar os mais velhos.

O mesmo se passa com os comportamentos e os valores, na cadência do seu desenvolvimento.

Não esqueçamos que são os quadros de pinturas mais antigas, ou de grandes mestres pintores, que atingiram seu auge em idades mais avançadas, que têm mais valor.

Mas, também não esqueçamos que são os jovens a despontar para a vida, que vão abrir novos caminhos de evolução.

 

Em tempos antigos, muito antigos, os conselhos de ansiãos das aldeias e das comunidades, eram compostos pelas pessoas mais velhas e por consequência ditas como as mais sábias, capazes de tomar as melhores decisões para todos.

Este era o paradigma.

 

No império romano, o conselho de senadores era composto por pessoas mais velhas, ditas como acumuladoras de maior conhecimento e sabedoria.

 

Nem as antigas regras dos conselhos de ansiãos, nem a composição dos antigos conselhos de senadores, nem tão pouco o facto de termos jovens homens e mulheres nos senados actuais nos países mais desenvolvidos, são motivo de paz e prosperidade.

A idade, por si só, não é garante das melhores realizações para a comunidade.

 

Então o que são os Valores antigos que estão a caír no esquecimento? O que é isso de “antigamente não era nada disso”? Não estaremos a falar de princípios básicos de sã convivência e relacionamento entre as pessoas, que “quando dá jeito” serevem de motor para fazer contra-ciclos?

A questão da sobrevivência gera inflexões profundas no comportamento da sociedade e na individualidade de cada um.

Basta analisar um pouco a História da Humanidade e verificarmos em que alturas estas inflexões mais acontecem. Somos seres sociais, profundamente avessos a mudanças e sempre que mudanças são necessárias, ou mudanças acontecem naturalmente, são gerados grandes questionamentos de Valores humanos e sociais. É natural do princípio humano, faz parte da nossa natureza.

Mas, isso também quer dizer que a evolução tem sido muito escassa, com muitas falhas, que a esta altura já não deveriam ser tão acentuadas.

 

Não aprendemos com os erros do passado.

O passado deveria ter como principal função, que a experiência acumulada, individual e coletivamente, revertesse em favor da natural evolução, mas muito raramente isso acontece.

Continuamos a repetir julgamentos de Valores Humanos, em vez de os fortalecer.

 

Homens e Mulheres, Velhos e Novos, Sábios e Ignorantes, são um corpo de transformação de um mundo com uma experiência e sabedoria acumuladas, de uma enorme preciosidade, com mais valor do que o mais apetecivel diamante do mundo.

Países onde esta experiência está a acontecer, tem com certeza resultados bem visíveis.

 

A pseudo ingenuidade de que o mundo não funciona assim, só é válida para quem não quer ou para quem resolver entrar nos contra-ciclos e bom lembrar que o mundo não é complexo ou difícil por si só. Complexo e difícil é o homem e a mulher que o quer assim.

 

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