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O Livro do Tempo

O que se sabe hoje, é infinitamente menos do que na realidade existe!

O que se sabe hoje, é infinitamente menos do que na realidade existe!

O que é que a economia tem, para ser governada pelos sentidos?

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O que é que a economia tem, para ser governada pelos sentidos?

 

Imaginemos que a partir de agora, a pasta da economia, será entregue a um psicólogo, ou a um filósofo, ou então a um cientista da área comportamental. O convite é sempre extensivo e aberto a homens e mulheres. Não estou certo que em todos os casos o resultado possa ser o mesmo. Tenho observado que em certas situações, o homem economista não tem conseguido os melhores resultados, pese embora o facto de se tratar de uma figura de relevo académico e social e com provas dadas na sua área de actuação. O mesmo acontece à figura feminina, ao ser mulher e vice-versa quanto ao facto de ser um ou uma economista, apenas porque lhe é atribuída a função, tenha tido capacidade de obter os resultados necessários. Portanto, o género não é importante, mas acredito que o relevo e enquadramento de quem é nomeado, com sorte até pode ter sucesso.

E porque é que a sorte está incluída aqui? Porque sendo a economia uma arte de bem governar a casa, a ciência que estuda e coloca em prática a arte de bem administrar um país, uma empresa, uma área, também é preciso ter sorte para se ser bem sucedido, sendo que a sorte é uma competência inerente à sabedoria de quem sabe. A sorte continua neste sentido, porque todos esperam que não exista um cataclismo que abale o normal funcionamento da economia, ou para sermos mais práticos, todos esperamos que, para que as previsões económicas dêm certo, ninguém dê um espirro maior do que aquele que foi autorizado, caso contrário a economia entra em convulsão. O que muito pouca gente sabe é que a economia é uma parte desta vida que vivemos, débil, insegura,  constantemente segura por escoras, muitas vezes enterradas em areia movediça, porque as bases que tentam segura-la não são grande coisa também

Conheço heróis e heroínas que governam a sua casa com a maior das mestrias, com a arte de fazer omeletes sem ovos, mestres da sobrevivência que nenhuma escola de gestão do mundo ensina, nenhuma mesmo, apenas com o sentido de alimentar a família, ter a garantia que os filhos estão vivos, lutar para que os filhos tenham alguma instrução escolar, fazer do impossivel uma palavra sem sentido, inexistente, porque tudo é possivel, em nome da maior arte que é a arte de fazer sobreviver e lutar pelos objectivos de vida, pelo maior sentido da vida. Deixou de ser importante se estes heróis e heroínas são mestrados, ou diplomados, ou apenas com a formação escolar básica. O que passou a ser importante, é a capacidade e o caracter da pessoa.

Existe um homem no mundo dos negócios que me fascina, na agilidade do pensamento, na leveza do dircurso, na sagacidade de movimentação, na visão do foco, do seu foco. Este homem é Warren Buffet, que teve a sorte de saber lutar pelo que quer, manteve a sorte de não desviar atenções para um superfulo que nunca o atraiu, nem tão pouco de ser uma dos homens mais prósperos do mundo. Também teve a sorte de ter nascido num país cheio de problemas, principalmente quando o mundo estava a atravessar a segunda guerra mundial e saber que não podia esperar favores de alguém que nunca viria, a não ser dele próprio.

Pessoas como o Warren Buffet ou como a Maria, que governa a sua casa com mão de mestre, têm o conhecimento fundamental do sentido que as coisas têm que tomar. Para dar sentido à responsabilidade, é necessário estabelecer parametros de actuação segundo o conteúdo de cada e o conteúdo, fundamentalmente o conteúdo, é preciso sorte para se ter bom, porque se não se tiver sorte em receber um bom conteúdo, então a força de recuperação só estará ao alcance dos grandes heróis e grande parte deles nem os conhecemos.

Hoje, corremos o risco de fazer da economia um ciência intrincada de equações, de complexos teoremas matemáticos e de fascinantes teias neuronais.

Não sou adepto da economia lógica, porque a economia não é uma área de saber lógico.

Não existe nada na economia que nos permita dizer que amanha os proveitos de uma empresa serão de x valor, ou que o índice de crescimento de uma negócio será de y percentagem. Basta uma tempestade que arrase o local, para se dessiparem completamente as previsões, ou ainda mais simples, um concorrente fazer melhor.

Mas, não acho oportuno entrar por esta direcção, porque não é disso que se trata. O equilibrio do meio na direcção dos crescimentos e dos proveitos, está na capacidade de ver e controlar de alguma forma, a imprevisibilidade.

De quem são os grandes sucessos no mundo dos negócios? Dos homens de grande visão estratégica, dos que focam o seu pensamento no rumos dos seus objectivos, dos que estão atentos a escutar as oportunidades da vida, dos que têm tacto para saber tocar as regras do meio e dos que gostam de apreciar para si próprios o sabor das vitórias. Hoje, sentir a vibração do mundo, também se tornou numa virtude de sorte apenas para alguns, dos que sabem gerir o equilíbrio do meio, com as necessidades das suas máquinas de fazer dinheiro.

Não haja ilusões, a proporção reflete o sentido das coisas. O panorama é aquele que está disponível ou se deixa disponível.

O que aconteceria se colocassemos uma pessoa a governar a economia de um país, que não tivesse grandes conhecimentos de economia, mas que fosse um grande economista?

Da mesma forma que temos bons médicos e ao mesmo tempo bons curadores, da mesma forma que temos bons mecânicos de automóveis e ao mesmo são excelentes conhecedores de potenciais falhas do motor, ou então temos o padeiro que faz o melhor pão do bairro e não esquece o forno para não deixar queimar o pão

Da mesma forma que temos um Warren Buffet bem preenchido de conhecimentos tecnicos, porque a sua sagacidade economica é superior.

Não poderia ser de outra forma, caso contrário teriamos um mundo de economistas e se já não há emprego para todos os que estão disponiveis, imagine-se o que seria. Cada um tem que ser bom, naquilo está predestinado. Acontece muitas vezes que, quando se pretende ser algo para o qual não se está preparado, a coisa dá em asneira. Na economia também.

O economista americado John Kenneth Galbraith dizia: “Em Economia, a fé e a esperança coexistem com grande pretensão científica e também um desejo profundo de respeitabilidade.”

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