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O Livro do Tempo

O que se sabe hoje, é infinitamente menos do que na realidade existe!

O que se sabe hoje, é infinitamente menos do que na realidade existe!

O dia em que o Papa Francisco decidiu colocar um cartaz junto à entrada do seu quarto escritório.

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 O dia em que o Papa Francisco decidiu colocar um cartaz junto à entrada do seu quarto escritório.

 

Em Junho passado o Papa decidiu aceitar o repto do psicólogo italiano Salvo Noé e fixou um cartaz junto à entrada do seu quarto, que também serve de escritório e que lhe foi oferecido, dizendo: Proibido queixar-se. Literalmente isto.

O cartaz dispõe posteriormente de um pequeno texto, que traduzido deu no seguinte:

“Os transgressores estão sujeitos a uma síndrome de vitimismo com a consequente diminuição do humor e da capacidade de resolver problemas. A sanção é dupla se a violação for cometida na presença de crianças. Para tornar-se o melhor de si mesmo, é preciso focar nas próprias potencialidades e não nos próprios limites. Portanto: pare de queixar-se e aja para tornar a sua vida melhor”.

A medida simbólica tem um enorme alcance siginifcativo, cujo espaço de acesso muito limitado, diria mesmo aos previligiados, aos que são muito próximos de uma dependência que deverá chegar a ser doentia. Com certeza que é isto que o Papa pretendeu transmitir e não deverá ter ficando pelas intenções dos seus pequenos corredores do poder, até porque os seus aposentos não se localizam no palácio do Vaticano.

Existe um forte simbolismo em todo este processo, que é pena não ter sido possivel ser transportado para o resto do mundo, pese embora o facto de Francisco ter pensado nisso e lhe teria dado muito jeito, aproveitando o fluxo de informação proveniente deste “incidente”

Vejamos as grandes cortes europeias de séculos passados, cortes abastadas de gente em rodopios para bater à porta do escritório, mas naqueles tempos era mesmo obrigatório tocar a sineta, pedir conselhos do obrigatório beija mão, pedir licença veniada para poder fazer, o que na maioria das vezes não tinha que ser feito. Nem tão as placas existiam naquele tempo, porque as portas eram grandes demais para que sentido estético da placa tivesse o melhor enquadramento.

No passado os constrangimentos eram muitos, os deveres em demasia para uma carga muito pesada, muitas vezes ou mesmo a maioria das vezes sem conteúdo, porque havendo a ousadia de ter algum, haveria uma chamada de inquisição.

Mas, convenhamos, hoje o cenário não é muito diferente. Vivemos um espectro social e humano, onde não se aprende a pensar, onde ter a iniciativa de pensar pode dar direito a transgredir, mesmo que transgredir seja um bem maior para a sociedade e em último lugar para a humanidade.

Não é surpresa que o Papa tenha tido necessidade de colocar uma placa junto ao seu escritório, proibindo os seus de se lamentarem.

Quanto mais perto se está do acessível, mais aptidão existe para o lamento, quanto mais fácil se consegue, mais rápido é o desperdício, não porque ser humano é assim, mas porque a aprendizagem ensina a força do lamento.

O lamento não é uma incapacidade, mas sim um vício e como qualquer comportamento aditivo é susceptível de correção. Tudo depende dos meios que se lhe colocarem para o combater.

A missiva sendo bem clara que, contra o lamento é necessário arregaçar as mangas e por mãos à obra para fazer as coisas, com uma forma de incentivo à própria estima, ao reconhecimento pessoal.

Muitas vezes os comportamentos de lamento, são precedidos de tentativas de controle de situação, para atingir finalidades com operações de manobras. Isto é tanto mais verdade, quanto mais perto do poder se estiver, o que vem a revelar um sinal de inteligência maior por parte do Papa, nesta difícil missão de governar o Vaticano.

A importância das instutuições seculares é tão maior, quanto a dificuldade de tentar desfossilizar conceitos e critérios de instuição, seja com o Vaticano, seja com qualquer outra .

É, com certeza, um sinal muito positivo, por a rapaziada a pensar e a trabalhar por sua própria iniciativa, porque o capacidade de fazer, a iniciativa de desenvolver acção engrandece a alma e prospera a vida.

Quem sabe, instituições, com mais ou menos secularidade, irão pedir autorização ao Papa para utilizar a mesma placa à porta do escritório.

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