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O Livro do Tempo

O que se sabe hoje, é infinitamente menos do que na realidade existe!

O que se sabe hoje, é infinitamente menos do que na realidade existe!

E se a cimeira da ética, se tivesse realizado antes da cimeira do clima?

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E se a cimeira da ética, se tivesse realizado antes da cimeira do clima?

 

“Estou cada vez mais convencido que chegou o momento de encontrarmos uma maneira de pensarmos a espiritualidade e a ética, acima da religião!

Esta citação de Dalai Lama, é profundamente coadjuvada por Grandes líderes mundiais, por Grandes pensadores que têm atravessado a humanidade, por Grandes seres humanos que cá estão e outros que partiram.

Foi citado Dalai Lama, como poderia ter sido citado o Papa Francisco, ou Daisaku Ikeda, ou Martin Luther King, ou Nelson Mandela, ou Jesus Cristo.

Também estou convencido que o grande motivo desta convergência de esforços no sentido de levar a humanidade à prática de valores éticos, está relacionada com uma forte identificação na grande distância entre o que falado e o que é, na realidade, praticado.

Não tenhamos ilusões que esta desconexão ou falta de ligação entre as doutrinas, as filosofias que enraízam as nossas crenças, se passa apenas a um nível social superior, porque trata-se de um comportamento transversal a todo o ser humano, em que a organização social pouco ou nada está relacionada com esta prática. Reflecte-se, isso sim, na vida social, no convívio diário, nas relações humanas.

Estas descoordenação de atitude comportamental tem a sua raíz em cada um de nós, no comportamento individual. Engane-se quem pensa que toda esta parafrenália desconvexa, está posicionada nas grandes organizações, ou nos segmentos macro da sociedade. Basta olhar para as passagens que temos no dia-a-dia, na rua, no local de trabalho, na escola, no restaurante e até mesmo na própria casa, a sua origem é bem simples e de enorme amplitude.

Porque estamos habituados a olhar estas coisas para o lado, para, olha, estás a ver, eu não te disse, aí tens o exemplo, é para ali, então é sempre aquela gente ou gente deste tipo que faz sempre estas coisas, como é possivel...

E, os grandes enganos estão sempre assim, ao lado, porque é sempre o outro que se embrulha nestas grandes causas, causadores dos males da vida.

O Ruben tem uma das filhas na universidade, já num estado avançado, inclusivamente a própria universidade decidiu inclui-la num grupo de estudos avançados, coordenados por membros professores da própria universidade. O grupo está com enormes dificuldades em continuar o trabalho, porque alguns dos seus professores sempre colocam dificuldades à progressão dos alunos integrantes e esta colocação de dificuldades é feita de diversas formas, seja por repetir continuadamente os trabalhos sem objectivos concretos, seja pela criação de obstáculos no desenvolvimento do prórpio trabalho.

A própria criação de um ambiente sob pressão psicológica, para a qual os alunos não estão preparados, levou a situações extremas.

E porque acontece isto? Não vou incluir aqui o facto de se tratar de uma escola, nem o facto de se tratar de professores. Este exemplo está muito para além do factual isolado.

Cada um posiciona a importância das suas coisas nos lugares que cada um tem para posicionar. O lugar de cada importância está reservado aos aspectos da vida que cada um lhe tem atribuido.

Da mesma forma que não pode pedir a um advogado que faça cirurgias médicas, também não podemos pedir ao grande jogador de futebol, que seja dos melhores nadadores do mundo.

Toda a prática cultiva-se, seja com uma profissão, seja com uma cultura, sejam os valores e não temos visto grande interesse neste processo, de cima a baixo, ainda gera pouco proveitos cultivar uma atitude ética e digo ainda porque acredito que, depois dos grandes desafios e acordos feitos sobre o clima, iremos ter o grande desafio da ética, que levará a humanidade a debater e acordar sobre o desafio da ética para a sobrevivência do mundo.

Provavelmente, se tivessemos começado por este ponto, teriamos melhores resultados a outros níveis, nomeadamente sobre o clima.

Se a questão do clima é pouco importante, vide a quantidade de anos que se levou para negociar um acordo, que continua com sobressaltos, imagine-se como seria negociar a simples possibilidade de realizar uma cimerira da ética.

Criamos o hábito de fazer grandes acordos, quando já é demasiado tarde, ou acordar demasiado tarde para evidências tão reais, que até dá medo mexer no que está.

A história da escola, dos professores e do grupo de alunos, não passa de um factor de impreparação, ao que comumente se habitou chamar de incompetência, onde existe medo de perder espaço para jovens em ascenção, num mundo onde cada vez mais escaceia o trabalho.

A impreparação está na mediania dos que estão responsáveis pela nossa educação, nossa e dos nossos.

O resultado, ficará atribuido à mediocridade do ambiente que se vive, na qualidade de vida que teremos pelos esforços e desesforços feitos.

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