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O Livro do Tempo

O que se sabe hoje, é infinitamente menos do que na realidade existe!

O que se sabe hoje, é infinitamente menos do que na realidade existe!

Despojos

Não sei se vivemos em tempos de mudanças, porque as mudanças acontecem desde que o mundo é mundo.
Claramento o dia de ontem é diferente do dia de hoje, embora não possa dizer que o dia de amanhã será diferente do dia de hoje, porque ainda lá não chegamos e com a evolução que o mundo decidiu tomar, não quero arriscar tão grande previsão.

Então é assim; sou um particular adepto da forma de governação do anterior Presidente do Estados Unidos, que fez quebrar uma velha tradição americana, tão velha como a existência do próprio país, que foi o facto de pela primeira vez na história desse grande país ter sido eleito um presidente negro.
Conhecendo a estrutura social dos Estados Unidos, é possivel dizer que se tratou de um grande feito.
O actual Presidente não quis ficar atrás nas inovações a prestar ao país e decidiu descarregar em cima do Presidente anterior, a culpabilidade de tudo o que de mau ou de dificuldade o país está a atravessar neste momento, em sua perspectiva.

Do lado de cá do Atlântico temos uma prolongada discussão sobre as dificuldades financeiras dos países do sul da Europa e que na opinião de avalizadas personalidades, se deve a gastos inapropriados, ou ditos inapropriados.
Independentemente de se considerar que gastos em mulheres e vinho, possa ser supérfulo, ou se gasta demasiado nessas actividades, para depois faltar para outras.
Seria interessante ter na contabilidade de cada país estas alíneas de gastos nas respectivas contabilidades, uma vez que são motivo de grandiosa análise por parte altos dirigentes europeus, de ambos os lados, seja quem anuncia, seja quem seja anunciado.

Há vários anos atrás tive um amigo que me confidenciava que uma das grandes zonas de sucesso na vida, está no estabelecimento e organização de sistemas e entenda-se por sitemas como a forma como lidamos com as coisas, sistematicamente, de uma forma continuada, para criar rotinas que se insiram numa maquinização de comportamentos. Acho que esta pode ser uma boa definição.

Global ou localmente nunca tivemos acesso a tanta informação, a uma cadência que é difícil para humano digerir e muito menos compreender e nestas dificuldades se joga o jogo.

Contrariamente ao que se diz, não acho que o mundo esteja pior, ou a sua direção esteja cada vez mais em sentido errada; não acho isso.
O que existe é cada vez mais 7 mil milhões de pessoas com acesso às mesmas coisas e a padronizar comportamentos. Antigamente estava restrito a meia dúzia deles, porque o acesso era muito estreito. Hoje não, ao contrário, toda a gente tem acesso a “desbandaneios” de toda a forma.
Com certeza que a democratização do conhecimento é positiva, muito positiva, mas a exemplo de grandes inventos, em várias áreas, depende da forma como usamos.

São os tempos que vivemos, porque é a nossa realidade. Dentro de cem anos, será outra mesma realidade.

 

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