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O Livro do Tempo

O que se sabe hoje, é infinitamente menos do que na realidade existe!

O que se sabe hoje, é infinitamente menos do que na realidade existe!

Como formar uma cultura de responsabilidade em três tempos

Como formar uma cultura de responsabilidade em tr

 

O título é bem sugestivo e até parece um daqueles livros de como conseguir que o milagre da sua vida chegue até si em 3 passos, ou como o aladino possa saír da lamparina  num abrir e fechar d’olhos.

Mas não é. O caso dos três tempos está relacionado com as repentinas mudanças de rumo, sempre que a oportunidade assim requer, de oportunidade sagazmente fugaz de responsabilidade que não se quer nas mãos, nas dos próprios, quando a mesma escalda de quente.

A educação, aquela que instrui e educa, assume um papel muito importante no desenvolvimento da reponsabiidade e tinhamos uma pessoa, na nossa govenança, que costumava dizer que “é melhor não dar muito acesso de educação ao povo, para não sofrerem tanto, os coitados quanto menos souberem menos sofrem”. Mesmo assim.

Para além disso, é também conveniente decidir por eles, porque como sabem tão pouco não sabem tomar as melhores decisões.

Hoje os tempos são bem diferentes, tiveram uma volta de cento e oitenta graus e de uma cultura de pouco se saber e pouco saber, para muito saber e muitas das vezes de excesso de saber, ao ponto que o mundo se obrigou a si mesmo de encontrar notícias falsas para contrariar tendências pouco oportunas.

Tudo de faz para criar uma cultura de reponsabilização, isso mesmo, responsabilização. Não se trata mais de irresponsabilização. A era da irresponsabilidade também passou há muito tempo. Vivemos uma nova época, um tempo que se exige escolhas, que quem é escolhido exige que quem escolha, faça as suas escolhas, porque se o dever não é cumprido, a ignorancia da cidadania irá ditar caminhos de seleção.

Tem-se falado, com alguma frequência, que um dos grandes males do mundo actual, ou seja, deste ciclo que vivemos, está nas elites que nos governam e entenda-se os que nos governam de uma forma abrangente, porque todos temos linhas de hierarquia cujo reporte abrange um circulo aberto e contínuo e nesse círculo se inclui a responsabilidade de quem decide, de quem decide decidir e de quem decide agir para decidir.

As coisas não podem ser reponsaveis quando são boas e quando os ventos estão de feição, como também não podem ser irresponsaveis quando, de repente, tudo se torna nublado e o que recebemos não é exactamente o que tinhamos previsto.

A imprevisibilidade é um elemento dos Grandes, desde os homens (e aqui se inclui as mulheres, porque aprendi que no plural se emprega o masculino, mas francamente desconheço se houve alguma alteração gramatical), até aos ambientes (e estes são tudo menos os físicos, tudo menos as salas ou salões bem decorados).

A Europa, mas se quisermos ser mais precisos chamamos de União Europeia, teve como base de projecto a paz no pós guerra. Cresceu e adaptou-se, como é natural, como também os seus pressupostos e conceito.

O descontentamento vivido hoje na Europa, não pode ser apenas de responsabilidade do povo, ou apenas e só dos governos nacionais, bem como não pode ser apenas das instâncias governativas da Europa. Talvez esse mesmo descontentamento provenha disso mesmo. Ninguem gosta que quem tem o microfone na mão, diga alto e em bom som, que a culpa é do tal ou dos tais porque não entendem nada disto. Para isso é necessário passar também o microfone a esse tal e esses tais.

A boa análise requer que, também, tenhamos presente os exemplos que ao longo da vida nos são apresentados, os bons e os maus, aqueles que são catalizadores do que percorremos e aqueles onde a retórica de recusa nos fazem padrão.

O exemplo da Europa foi apenas apresentado como um de tantos que encontramos todos os dias, exempos grandes e pequenos, cada um à sua dimensão para compreender o estigma da responsabilidade, porque parece mesmo um estigma ser reponsável por decisões que se toma.

É claro que o percurso histórico leva muito tempo até ser tratado, muitas voltas até caír novamente no ciclo da responsbilidade.

Quem faz o que quer, sujeita-se a assumir a sua parte de responsabilidade, ou deveria ser assim, ou o tempo deve assumir a sua quota de responsabilidade, porque a única coisa que de facto temos, que é verdadeiramente nossa propriedade, que nos é dado (e não de uma forma gratuita), é o tempo.

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