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O Livro do Tempo

O que se sabe hoje, é infinitamente menos do que na realidade existe!

O que se sabe hoje, é infinitamente menos do que na realidade existe!

As pedras do caminho

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Conheço o Michael faz muitos anos, desde o tempo em que comecei a viajar, ou melhor, a dar as primeiras asas para as viagens, grandes e pequenas e esta é uma história que sempre me faz parar para pensar numa das grandes preocupações que nós seres humanos temos, sempre tivemos e cada dia que passa faz acrescer o grau de preocupação em cada um.

O Michael tem uma formação superior em engenharia mecânica e desde o início da sua vida profissional, decidiu por tomar as rédeas da sua própria empresa de negócios, ou seja, a formação académica que decidiu tomar, de uma forma simples e directa, de pouco serviu aos conhecimentos tecnicos adquiridos, mas de tudo serviu, completamente serviu e alicerçou a sua carreira profissional.

O que vemos hoje, com tendência para aumentar de uma forma tão assustadora, são carreiras profissionais planeadas ao longo de muitos anos, se esfumarem em breves segundos. Todas as linhas profissionais, todas sem exceção, estão em risco e isto únicamente devido aos meios tecnológicos já desenvolvidos e ao que está para chegar.

Não haja ilusões sobre isto, para que a realidade seja melhor encarada e sobretudo tratada e principalmente para que haja o discerinimento total sobre o plano de vida a ter.

Históricamente este panorama existe desde sempre, profissões que desaparecem e são substituidas, outras que literalmente desaparecem sem deixar rasto e ainda outras que evoluem.

Hoje, as coisas correm a uma velocidade ultra luz, que nem damos conta das mudanças que se verificaram, a menos que exista a capacidade de ler o tempo que há-de vir, com as realidades que vivemos.

Mas, se considerarmos a possibilidade de como será o mundo daqui a cem anos, talvez tenhamos a sorte de antever um exercício profissional inimaginável, um mundo do trabalho difícil de enquadrar no pensamento de hoje e tenhamos em consideração que a velocidade a que corre um século de vida, é muito maior hoje do que há cem anos.

O tempo do tempo que andava devagar, que dava para saborear, que tinha tempo para reflectir e enquadrar considerações, sumiu.

Hoje esse tempo existe, pela metade.

Não devemos nos preocupar com a nossa vida dentro de cem anos, mas devemos zelar pela vida que existirá em cem anos. O que acontecer hoje, bem ou mal, terá repercurssões dentro de cem anos, por isso, o mundo tem a responsabilidade de assegurar o bem estar do ambiente que ajudou a criar, inclusivamente porque o legado familiar que deixamos, cada um de nós, é de nossa directa responsabilidade e se cada um fizer a sua parte, então teremos mundo para viver.

A grande questão que se coloca pode ser, então, o que vamos fazer no futuro? O que será da vida profissional? Qual será o mundo do trabalho em que nos enquadraremos?

Esta última questão pode ser fundamental sobre os olhos como vemos o trabalho. Bem melhor que sejamos nós próprios a nos enquadrarmos, do que sejam outros a decidirem pelo nosso enquadramento.

Este é o primeiro passo.

Salomão terá deixado no seu legado para a humanidade, uma das mais importantes directrizes actuais: “Salomão a morrer, Salomão a aprender”.

Não creio que a formação, académica e espontânea, prevista e planeada, seja mais a solução para uma vida de trabalho e não só e talvez nunca foi. A formação académica e a vontade de adquirir conhecimento deve ser natural no ser humano, para que seja possivel decidir, ter a capacidade de decidir sobre a vida que cada um deseja ter.

Cada vez mais, a identificação do tamanho das pedras e se as mesmas servem para construir ou para impedir, será decisivo para o percurso e essa identificação só é conseguida com conhecimento e construção humana.

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