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O Livro do Tempo

O que se sabe hoje, é infinitamente menos do que na realidade existe!

O que se sabe hoje, é infinitamente menos do que na realidade existe!

A síndrome da Checoslováquia

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A síndrome da Checoslováquia

 

Logo no início do ano de 1993, mais precisamente no que haveria de ser considerado o novo ano do resto da vida da Eslováquia, primeiro dia de janeiro, declarava a sua independência, com o desmembramento da então Republica da Checoslováquia, que por conveniência do conglomerado instalado, permaneceu como tal, até que o muro decidiu ir abaixo.

Vaclav Havel, então Presidente da Republica da ainda Checoslováquia deu o seu acordo para que assim acontecesse e a Eslováquia se tornasse e seja um estado independente.

A exemplo de muitos outros territórios, hoje independentes ou não e integarados no continente europeu ou não, a Eslováquia formou a sua cultura ao longo dos séculos, sempre com o objectivo de ser uma nação autónoma, reconhecida pelo seu próprio modo de vida e que finalmente conseguiu, neste ciclo, a sua autonomia, que não seria possivel de todo, se à frente das nações comuns, estivesse outro responsável que não alguém com atitude de regenerar esse tempo.

As diferenças entre a Eslováquia e a Catalunha são muitos grandes. Primeiro porque a Catalunha pertence a um Estado secular e a Eslováquia pertencia a um novo mundo, mal resolvido.

Mas também podemos referir algum tipo de comparação entre Portugal e a Catalunha e curiosamente ambos os territórios estavam indexados ao Reino de Espanha entre os séculos XVI e XVII e apenas um conseguiu ser independente. Rezam os ditos de então que a única razão por que Portugal conseguiu restaurar a independência e  a Catalunha não, foi o facto de Espanha apenas ter meios para acudir a uma das situações e neste caso deixou ir a parte mais fraca, ou seja, Portugal, não representava uma mais valia para uma integração de valor com o Reino de Espanha.

Os tempos e os seus meios de avaliação são diferentes. Os propósitos e os objectivos continuam sendo os mesmos.

A história, narrada em folhas de papiro e aquela que se conta nas circunstâncias, sempre refere que o mais importante é uma avaliação de conteúdo. Vendo bem as coisas, que benefícios e prejuízos existirão, com as decisões que se colocam em cima da mesa. Que ganhos e perdas se encontrarão nos processos de decisão e cujas consequências assinalarão para sempre uma debilidade existencial de um estado, cujo futuro, sempre se molda de acordo com o que é possivel fazer, nos quotidianos que passam e deixam marcas, de julgamentos esquecidos e apenas recordados nas salas de aula.

Vaclav Havel quase deixou um trauma existencial, mal visto e mal aceite. Os Homens de paz são normalmente excomungados pelo estabelecido e Vaclav Havel encontrava-se entre eles.

Talvez nunca se teria pensado, mas até poderia ter acontecido que a Espanha quisesse saír do espaço onde se encontra a Catalunha, mas isso seria uma não verdade, ou uma não realidade, muito para além de uma razoável compreensão, seria um charco cheio de pedras que até cobririam o dito, deixando de ser um charco. Até dá vontade de rir.

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