Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

O Livro do Tempo

O que se sabe hoje, é infinitamente menos do que na realidade existe!

O que se sabe hoje, é infinitamente menos do que na realidade existe!

A flexibilidade da teoria do abandono

44.jpg

 

A flexibilidade da teoria do abandono.

 

Sou um degustador amador de futebol, o que quer dizer que só gosto de apreciar bom futebol, o que dentro do meu conceito futebolístico é demasiado pobre para encontrar uma caracterização especial de um conhecedor de regras, para uma boa arte de como manusear o futebol.

Nos seus tempos, D. Duarte I de Portugal, escreveu a célebre “Arte de bem cavalgar toda a cela” e que se tornou um livro de ensinanças para todo o candidato a bom cavaleiro.

Nessa altura ser candidato era coisa rara, porque todos os cargos eram por inerência e por nomeação real e embora o cargo estivesse disponivel para uma camada quase exclusiva, não colocaria de fora outros que tivessem unhas, ou mãos para segurar as rédeas.

Nestes tempos, creio que se estaria a experimentar um certo abandono algum conceito exclusivo. Pode ser.

Mas voltemos ao futebol, porque nos dias de hoje, as teorias são de consumos de massas, orientadas para regras completamente desregulamentarizadas.

Outro dia fiquei horrorizado quando ouvi um especialista de futebol, dizer que o conceito de treino de futebol não é mais repetir, vezes sem conta, mecanismos tácticos, ou seja, fazer de equipas de homens e mulheres, maquinas fazedoras de procedimentos. Nem queria acreditar no que estava a ouvir.

Então o futebol se desenvolveu assim, em treino repetitivo, onde toda a gente sabia em que local preciso a bola iria ser colocada, ou gíria futebolistíca, onde a bola iria caír e de um momento para o outro, as coisas iriam mudar.

O velho futebol tinha em mãos uma das suas grande revoluções, está a observar uma mudança drástica de arte.

Tudo está a ser cada vez mais imprevísivel, inclusivé a imprevisilidade de conceitos.

Dantes tinhamos o faz assim para obter desta forma. Dantes, era ontem, o que quer dizer que passaram longas vinte e quatro horas, que foram perdidas ou ganhas, se o discernimento foi conseguido ou não.

Parece que tudo está a mudar, ou tudo mudou, ou tudo sempre esteve em mudança e só agora estamos a dar conta disso, ou damos mais conta disso porque é muito rápido.

O tempo passa  voar e não é apenas os anos, porque essa coisas de anos é uma medida com uma grandiosidade luxuosa, numa unidade de tempo cada vez mais rara e só para coisas de excepção pode ser aplicável.

Será que nós seres humanos estamos à altura dos acontecimentos? Estaremos a entrar na mesma velocidade que as mudanças? Porque queremos que assim seja, ou por completa incompetência de ser humano, homem e mulher de carne e osso, fez o favor de colocar a si próprio, como de um desafio se tratasse?

Há uma total vaga de abandonar tudo o que se aprendeu até hoje.

Esqueça o que foi uma base de sobrevivência no dia de ontem. A linha que dirigiu o ontem não existe mais, nem tão pouco as matérias pendentes deixaram de o ser. Estavamos desatentos e a verdade do não deixes para amanhã o que podes fazer hoje, se tornou real, apenas recusamos entender a sabedoria.

Não deixes para amanha o que não vais poder fazer amanhã

A circunstância do abandono a que foi decididamente abandonado como uma cruel realidade de imposição dos tempos e cuja crueldade só foi criada pelo criador da dinâmica, que hoje só tem dificuldades de acompanhar.

Existe uma teoria de abandono à destruição da verdade, aquela que existia.

Tenhamos consciência do contexto. Se ela existir, de facto, existirá a consciência do plano e haverá a capacidade de decisão, na qualidade que impõe.

Insisto; será que existe preparação para tudo isto?

Convenhamos que sim. Tempos houve, em que o movimento era feito sem rodas; depois veio a invenção da roda, provavelmente a maior da história, mas não tenhamos ilusões que voltaremos a ter movimentos sem rodas. Pois, já não lembrava que existem.

A teoria do abondono imporá também o abondono da descoberta de Galileo e

chegar-se-à conclusão que Galileo, apenas tinha razão num determinado periodo de tempo, ao que foi circunscrito a asunção da verdade das descoberta.

Chegaremos à conclusão que estavamos a bater a cabeça em sítio errado, quando ansiosamente tentavamos perceber a origem do mundo. Qual ainda não sei, mas com certeza que saberei, um dia.

Abandonar o provável, será uma boa forma de encontrar um desenvolvimento evolutivo de uma verdade. Não será de todas com certeza, pois nessa altura estaremos a presenciar o fim do mundo, mas uma parte dessa verdade, teremos com certeza mais definida.

Não estaremos na presença de um mundo imperfeito, isso não estamos, porque o mundo se começou a formar sempre a um nível de exigência quase perfeita, mas se esqueceu dos seres humanos, para que pudessem evoluir ao mesmo nível e dentro do mesmo plano. Um está fora do outro e não é possivel que consigam sobreviver um sem o outro no mesmo plano.

Sabemos uma ínfima parte do que na realiade existe e se é conhecedor, tão pequena, que estariamos completamente descontrolados, se soubessemos o dobro do que sabemos hoje.

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D