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O Livro do Tempo

O que se sabe hoje, é infinitamente menos do que na realidade existe!

O que se sabe hoje, é infinitamente menos do que na realidade existe!

Em nome dos desígnios, quantas vezes insondáveis!

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Em nome dos desígnios, quantas vezes insondáveis!

 

As decisões deveriam ter forma de serem explicadas, de serem examinadas, para que a capacidade das pessoas ficasse provada, quer por quem as toma, quer por quem as recebe e tem a orbigação de as acatar.

Sempre que se apela aos seres superiores, para tomar uma decisão, que muitas vezes o próprio até tem dificuldade de explicar, dá a sensação que se pretende passar um atestado de burrice às pessoas e isso deve ser evitável, para que não se fique depois a pensar que esse alguém que entende que deve tomar essa decisão, está a empurrar alguma coisa que até parece que é só do seu próprio benefício.

As grandes cruzadas para a libertação da terra santa dos pagãos, neste caso os muçulmanos que estavam a ocupar a terra do país de Jesus Cristo, os locais sagrados, tiveram o seu grande apelo em nome de Deus, com o apoio das linhas mais poderosas do mundo de então.

Estas aventuras ou operações militares, tinham como objectivo efectivo o aumento de poder e alargar de horizontes de actuação dos seus mais directos intervenientes, de um lado e de outro.

O que resta hoje desses acontecimentos, são apenas referências históricas de acções que contribuiram, até aos nossos dias, para aprofundar ódios e mal estar entre duas religiões que representam cerca de um terço da população mundial.

Se todos tivessemos consciência das consequências das decisões que são tomadas, no ecoar do tempo, então aí sim, haveria mais cuidado na estrutura das mesmas, seriam mais estudadas, mais medidas, para que o seu impacto tivesse e tenha os resultados pretendidos, não só no imediato, mas também no caminho do tempo. Isto aplica-se não só às  decisções de curto termo, como também às decisões de grande alcance temporal e o mesmo se aplica às mais simples decisões, aos comportamentos mais rotineiros de um dia comum, como à decisão mais complexa que mexe com a estrutura de uma sociedade inteira.

Na propalação dos ministérios em que se montam as decisões, deve caber uma estrutura digna de quem as toma e para onde são direccionadas. A dignidade é um termo que serve de exemplo, seja qual for o sentido, que veste roupagens concretas, assentes na condução da humanidade.

É muito comum vermos nos dias de hoje, embora com mais cuidado do que em tempos anteriores e aqui a minha dificuldade em localizar a anterioridade desse tempo, principalmente em eventos que mexem com grandes dinheiros publicos, os mesmos envolverem quantidades de dinheiro muito superior ao que seria normal no valor a prestar por esse serviço. Os seus protagonistas tomam decisões em nome do bem estar da população, do desenvolvimento do oaís, sustentando a legitimidade que o povo lhe outorgou para tomar qualquer tipo de decisão, incluindo as indevidas. Se um comportamento destes fossem bem estudado, antes de ser accionado, com certeza que uma parte deles, não o seria, pelas mais diversas razões, incluindo o possivel medo de ser apanhado em qualquer teia que fosse montada e que daí viesse o medo de ser preso, ou devolver o dinheiro que já não possuía.

Sustentar as decisões e comportamentos em nome de algo que não seja o próprio que as toma, normalmente dá mau resultado.

A civilização humana tem ao longo dos tempos criado os seus próprios meios de apredizagem e sustentar a consciência através desses mesmos meios.

O que se sabia no século décimo desta era é bem diferente do que se sabe hoje, incluindo a capacidade analítica dos seres humanos. O homem, e a mulher, desenvolve  ao longo dos tempos, formas de compreender melhor a diferença entre o bem e o mal, entre o que é bem aplicado e o que é usurpado, compreender com mais sagacidade quem toma as decisões para o bem comum ou tomar s decisões para o bem próprio. O que muda apenas são as caracteristicas adaptadas ao tempo.

A exemplo da mentira que sempre tem perna curta, a sustentação das decisões reune em si mesma toda a complexidade onde se alicerçou, onde foi buscar a observação temporal para a justificar, ou a coragem de fazer bem as coisas, de tomar as decisões devidas.

Uma das mais estonteantes e digo assim mesmo pela intrépida ousadia de si mesma, a história de muitas responsabilidades atribuirem a qualidade da governação à qualidade de participação dos eleitores, do povo, do coitado povo que precisa ser governado, aquele que se deixa governar.

Em nome de um desígnio maior, as responsabilidades de diversos quadrantes e mais diferentes pretensões, chamam a si mesmas a coragem de assumir dar a sua vida pelo povo e sempre tudo pelo povo, pese embora quando fechado o ciclo entra a lamentação da falta de reconhecimento de todos, incluindo o povo e o apoio que fugiu para evitar as penas .

O velho mestre diz, é isto meu povo, habituem-se a ter sempre um ambiente de refúgio para alcançar as pretensões. A ideia é fugir entre os pingos da chuva, porque por altura das decisões não há tempo para pensar, quanto mais estudar, sobre as consequências.

O ciclo dos actos é também uma verdade. O senhor da guerra também refere, que a melhor forma de a fazer, é evitá-la, a menos que se identifique com ela ou que a mesma seja inevitável, pelos mais diversos motivos e daí só aplicar as consequências com as práticas mais adequadas.

Em nome de qualquer desígnio, sempre está associada uma consequência.

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