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O Livro do Tempo

O que se sabe hoje, é infinitamente menos do que na realidade existe!

O que se sabe hoje, é infinitamente menos do que na realidade existe!

Estou convicto que a gente não sabe no que se meteu!

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Estou convicto que a gente não sabe no que se meteu!

 

De uma forma pura e dura, podemos chegar a esta conclusão, porque por alturas em que nascemos é tudo muito bonito, há a comemoração, bem vindo ou bem vinda, ou mesmo bem vindos ao mundo, grandes planos para o futuro, dependendo do enquadramento em que cada um se encontra ou do enquadramento que cada um consegue criar e só passado algum tempo, começa a consciência da fragilidade que é isto tudo.

Em bom português, quase que poderia dizer que, estou mesmo convencido que a gente não sabe na empreitada que se meteu. Sem juizos de valor, ou seja, não me atrevo mesmo antecipar se este desconhecimento é bom ou mau, ou mesmo se a empreitada é boa ou menos boa. Não são juizos pessoais de valor, mas sim a atribuição do processo.

Aquelas taças de vidro muito fino, que se pegarmos de uma forma menos protectiva, partem imediatamente, assim é a fragilidade da vida que vivemos. Podemos abordar desta forma mais directa, ou então tentar remendar com paninhos mais suaves, o que não é recomendável, para não continuar a hibernação.

Quantas empresas no mundo, passaram de líderes na sua área de actuação, líderes mundiais alguns deles, até quase ou mesmo à extinção? Temos casos recentes da Yahoo, ou mesmo a Kodak, um pouco mais lá para trás. Quais os motivos? Cada um tem os seus.

Quantas empresas no mundo, que ao fim de 10 anos encerram? Quantas empresas conseguem desenvolver negócios durante 100 anos e em pouco tempo entram em declínio e sobram poucos anos para enfrentar o encerramento?

É provavel que não tivessem o cuidado de se actualizarem, reformular o negócio, mas mais importante do que isso, não tiveram capacidade de ver as fragilidades do mesmo e combate-las, porque num mundo de equilíbrios frágeis, a própria fragilidade da vida obriga aos nossos checks and balances.

Todas as relações são fortes e duradouras, até ao dia que terminam e para dar um abanão numa relação (e olha que não é apenas nas relações pessoais) não é necessário muito, muitas vezes basta uma pequena constipação, um desentendimento sobre as condições de um negócio, um desencontro para a hora de um jantar e logo se coloca tudo em causa. Claro que nós não entendemos como é que estas coisas podem acontecer. Nas relações mais fortes, ou seja, onde os interesses estão mais alicerçados, até é possivel ter mais do que uma gripe e a casa continua intacta, noutras basta um espirro e a coisa fica logo questionável. Há quem diga que até é bom isso, porque uma relação assim não era muito boa. Va lá.

Uma família tinha uma plantação de oliveiras em Nisa, que lhe garantia o sustento e o incendio desta semana levou tudo. Em poucas horas desapareceu o trabalho de várias décadas e o que seria um sustento seguro de família, passou a ser uma preocupação de sobrevivência. Num abrir e fechar de olhos. Provavelmente a passada semana, esta família estaria a fazer outro tipo de planos para a sua vida.

Ocasionalmente e só assim é porque nem todas estas informações são do conhecimento geral, sabemos que um asteróide passou perto da terra, mas estava a ser monitorizado há já bastente tempo, não vá o dito resolver vir contra isto tudo e de repente o filme passava a ser real. Não, desta vez veriamos mesmo o filme, no ínicio. Pelo menos já está em preparação (?) um sistema de ataque aos asteroides, caso algum deles resolva fazer marcha em frente.

No que nos toca mais pessoal, quando temos alguém muito próximo, de família, amigos e que resolvem partir, sem qualquer informação prévia e aí nos questionamos sobre o que andamos aqui a fazer, não somos nada, somos tão insiginificantes, se a gente soubesse o que anda mesmo por cá a fazer, tratava das coisas de outra forma.

Há um factor muito positivo que a presidencia de Donald Trumpo trouxe ao mundo e não é por acaso que ele se tornou presidente dos Estados Unidos, nesta altura tão importante da Humanidade. O famoso sistema americano das verificações e equilíbrios.

Questionar a existência, a nossa existência, é um puro acto de nos verificarmos e nos equilibrarmos e esta deverá ser uma fórmula mais sólida para nos mostrarmos perante um equilíbrio menos frágil.

Outro dia estava a conversar com um amigo, já com uma idade acima da legal de reforma, que me dizia que quer que agora seja o seu repouso do guerreiro. Mas, nós ainda não percebemos que enquanto cá andarmos, repouso é coisa que não existe. Repousar é uma forma de atiçar a fragilidade.

Basta analisar ao de leve o que se passa ao redor de cada um, naquele espaço que percorremos diariamente, no lemos, no que ouvimos, no que vemos e levantar uma breve análise dessa fragilidade real e latente. Tudo é importante e nada é importante. A verificação existe permanentemente, nossa e dos outros, do próprio sistema, para garantir que o equilibrio permance o mais tempo possivel e sem grandes sobressaltos, para que coexistência seja pacífica, seja pelo menos habitável.

São demasiado simples e tenazes os cliques que colocam tudo em causa e como habitualmente os processos simples são pouco importantes e tudo o que é pouco importante, fomos habituados a dar pouca atenção e por isso não devemos minimizar esta verificação. Sempre que desvalorizamos, algo ou alguém valoriza para nós.

Antes que algo ou alguém coloque em causa o que é importante para nós, é bom que se aprenda a questionar os nossos factores, os nossos vectores, as nossas circunstâncias.

Esta fragilidade não pergunta o que é importante para cada um.

Então se isto é assim uma coisa que até parece cascas de ovos, o que andamos por cá a fazer? Se tudo isto necessita de tanto cuidado, de tanta atenção, ou não.

Provavelmente não deverá ser um processo obrigatório, daqueles de fazer as coisas por obrigação, para que esse mesmo sistema não entre em colapso.

Ainda não sabemos, pelo menos ainda não foi tornado público, mas existe uma razão para tudo isto.

O dia em que o Papa Francisco decidiu colocar um cartaz junto à entrada do seu quarto escritório.

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 O dia em que o Papa Francisco decidiu colocar um cartaz junto à entrada do seu quarto escritório.

 

Em Junho passado o Papa decidiu aceitar o repto do psicólogo italiano Salvo Noé e fixou um cartaz junto à entrada do seu quarto, que também serve de escritório e que lhe foi oferecido, dizendo: Proibido queixar-se. Literalmente isto.

O cartaz dispõe posteriormente de um pequeno texto, que traduzido deu no seguinte:

“Os transgressores estão sujeitos a uma síndrome de vitimismo com a consequente diminuição do humor e da capacidade de resolver problemas. A sanção é dupla se a violação for cometida na presença de crianças. Para tornar-se o melhor de si mesmo, é preciso focar nas próprias potencialidades e não nos próprios limites. Portanto: pare de queixar-se e aja para tornar a sua vida melhor”.

A medida simbólica tem um enorme alcance siginifcativo, cujo espaço de acesso muito limitado, diria mesmo aos previligiados, aos que são muito próximos de uma dependência que deverá chegar a ser doentia. Com certeza que é isto que o Papa pretendeu transmitir e não deverá ter ficando pelas intenções dos seus pequenos corredores do poder, até porque os seus aposentos não se localizam no palácio do Vaticano.

Existe um forte simbolismo em todo este processo, que é pena não ter sido possivel ser transportado para o resto do mundo, pese embora o facto de Francisco ter pensado nisso e lhe teria dado muito jeito, aproveitando o fluxo de informação proveniente deste “incidente”

Vejamos as grandes cortes europeias de séculos passados, cortes abastadas de gente em rodopios para bater à porta do escritório, mas naqueles tempos era mesmo obrigatório tocar a sineta, pedir conselhos do obrigatório beija mão, pedir licença veniada para poder fazer, o que na maioria das vezes não tinha que ser feito. Nem tão as placas existiam naquele tempo, porque as portas eram grandes demais para que sentido estético da placa tivesse o melhor enquadramento.

No passado os constrangimentos eram muitos, os deveres em demasia para uma carga muito pesada, muitas vezes ou mesmo a maioria das vezes sem conteúdo, porque havendo a ousadia de ter algum, haveria uma chamada de inquisição.

Mas, convenhamos, hoje o cenário não é muito diferente. Vivemos um espectro social e humano, onde não se aprende a pensar, onde ter a iniciativa de pensar pode dar direito a transgredir, mesmo que transgredir seja um bem maior para a sociedade e em último lugar para a humanidade.

Não é surpresa que o Papa tenha tido necessidade de colocar uma placa junto ao seu escritório, proibindo os seus de se lamentarem.

Quanto mais perto se está do acessível, mais aptidão existe para o lamento, quanto mais fácil se consegue, mais rápido é o desperdício, não porque ser humano é assim, mas porque a aprendizagem ensina a força do lamento.

O lamento não é uma incapacidade, mas sim um vício e como qualquer comportamento aditivo é susceptível de correção. Tudo depende dos meios que se lhe colocarem para o combater.

A missiva sendo bem clara que, contra o lamento é necessário arregaçar as mangas e por mãos à obra para fazer as coisas, com uma forma de incentivo à própria estima, ao reconhecimento pessoal.

Muitas vezes os comportamentos de lamento, são precedidos de tentativas de controle de situação, para atingir finalidades com operações de manobras. Isto é tanto mais verdade, quanto mais perto do poder se estiver, o que vem a revelar um sinal de inteligência maior por parte do Papa, nesta difícil missão de governar o Vaticano.

A importância das instutuições seculares é tão maior, quanto a dificuldade de tentar desfossilizar conceitos e critérios de instuição, seja com o Vaticano, seja com qualquer outra .

É, com certeza, um sinal muito positivo, por a rapaziada a pensar e a trabalhar por sua própria iniciativa, porque o capacidade de fazer, a iniciativa de desenvolver acção engrandece a alma e prospera a vida.

Quem sabe, instituições, com mais ou menos secularidade, irão pedir autorização ao Papa para utilizar a mesma placa à porta do escritório.

Como se, não acreditar, fosse viável.

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Como se, não acreditar, fosse viável.

 

É o debate do costume, quando se ouve por aí alguns entendidos dizendo que não acreditam em nada, não acreditam em Deus, este é o primeiro passo para se demarcar a posição do eu sou diferente da populaça que anda sempre atrás de coisas que não existem, depois não acreditam na existência da vida, não acreditam na espiritualidade, mas, pasme-se, acreditam no futebol, nos golos fora de série que são marcados, acreditam na sua própria força de vontade e finalmente, por vezes acreditam em milagres, de qualquer tipo; quem diria que os não acreditantes pudessem chegar a um destino que, com certeza, é tão inóspito para músculos cerrados.

Eu acredito, tenho Fé!

Pois é, cada um tem o que lhe diz respeito, porque Fé não está apenas atribuído a instituições religiosas, nem à espiritualidade e muitos menos a quem se diz dono da verdade, possuidor de forças indestrutíveis, ou até mesmo aos gurus  da Fé. A Fé que eu acredito, que é a minha identificação como ser humano, tem raízes humanas do, também estamos por cá para cumprir uma missão.

Até pode ter algum grau de veracidade, sempre tem com certeza na prespectiva individual, ou mais do que veracidade, identificar âmbitos crediveis que cada um se apresenta perante a Fé, perante a suprema ligação ao Poder.

Como existem muitos que dizem que são agnósticos e outros que se dizem ateus e ainda outros que apenas acreditam no materialismo, tambem afirmo que nada disso existe.

Acreditar não é apenas um acto místico, é sobretudo uma presença natural, física, material e espiritual. Todos nascemos, fruto de uma força, que acreditou em cada um de nós.

As empresas nascem porque se acredita que o plano de negócios a ela atribuído é a base de viabilidade e futuro. O atleta de alta competição ganha troféus, porque acredita que o seu potencial desportivo pode levá-lo a grandes reconhecimentos e cada um dos quase sete mil milhões de seres que cá estão, estão de facto cá, porque no fundo acreditam que a coisa funciona, ou mesmo e no extremo pode vir a funcionar, mesmo com dificuldades.

São incontáveis a quantidade de  histórias que existem um pouco por todo o mundo, sobre factos de sucesso de pessoas que conseguiram realizar o que desejavam e o que planearam e com grande incidência pessoas de poucos recursos, com grandes limitações a acessos, mas que conseguiram chegar onde queriam.

O único factor determinante em qualquer processo, é acreditar. Quantas vezes já ouvimos o, se eu não acreditar em mim, quem mais acreditará.

O não acreditar é um não facto, é uma falha de um sistema integral ao ser humano, é a mesma coisa que dizer que fulano não tem fala e que sem a sua fala, fulano está completo. O mesmo se passa com o poder de acreditar.

Vivemos uma casa comum, mais relativa do que pensamos ou mesmo imaginamos. A diversidade desta casa comum é tão mais igual, quanto as capacidades que nos são entregues e não nos é dado o direito de recusar a atribuição.

Quando não se acredita, recusa-se ao próprio, está a colocar-se a negação do ser no patamar mais absoluto que a humanidade possa recusar. Não acreditar, não é viável.

A reflexão sobre o sucesso e o falhanço de projectos e causas, está no quanto a individualidade abraça o critério, na capacidade que tem de acreditar.

Vejamos, os ditos elementos cheios de recursos, que aparentemente só dariam para ter sucesso: O Brasil é um dos países com mais e mais valiosos recursos naturais do mundo, contrariamente à Suiça, que de recursos naturais tem muito pouco. Entendam-se de recursos naturais, o que na fórmula clássica vem da terra, apenas. Ainda não chegamos à parte mais importante, que é nos classificarmos a nós próprios, como a melhor qualidade de resursos. Mas até há quem diga que não possivel comparar entre estes dois países, porque o seu tempo de existência é muito desigual. Então comparemos entre o Brasil e os Estados Unidos, que são dois países do mesmo novo mundo.

A história de Jean-Marie Roughol, um sem abrigo francês, que foi ajudado por uma alta figura do estado para começar a escrever, com sucesso, é envolta de uma singular capacidade de renovação da humanidade, em prol do indivíduo.

Não vale sequer prestar atenção na força que cada um acredita, mas só é possivel inverter estes processos, quando se acredita que é possivel e que acontecerá mesmo.

O mundo é feito de relações, ligações, inter ligações, com direitos e deveres nas suas consequências.

A cada indivíduo está atribuido o direito e o dever de intervir, no que a sua capacidade ditar para a memória do seu percurso, porque não acreditar, não é viável.

E se a cimeira da ética, se tivesse realizado antes da cimeira do clima?

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E se a cimeira da ética, se tivesse realizado antes da cimeira do clima?

 

“Estou cada vez mais convencido que chegou o momento de encontrarmos uma maneira de pensarmos a espiritualidade e a ética, acima da religião!

Esta citação de Dalai Lama, é profundamente coadjuvada por Grandes líderes mundiais, por Grandes pensadores que têm atravessado a humanidade, por Grandes seres humanos que cá estão e outros que partiram.

Foi citado Dalai Lama, como poderia ter sido citado o Papa Francisco, ou Daisaku Ikeda, ou Martin Luther King, ou Nelson Mandela, ou Jesus Cristo.

Também estou convencido que o grande motivo desta convergência de esforços no sentido de levar a humanidade à prática de valores éticos, está relacionada com uma forte identificação na grande distância entre o que falado e o que é, na realidade, praticado.

Não tenhamos ilusões que esta desconexão ou falta de ligação entre as doutrinas, as filosofias que enraízam as nossas crenças, se passa apenas a um nível social superior, porque trata-se de um comportamento transversal a todo o ser humano, em que a organização social pouco ou nada está relacionada com esta prática. Reflecte-se, isso sim, na vida social, no convívio diário, nas relações humanas.

Estas descoordenação de atitude comportamental tem a sua raíz em cada um de nós, no comportamento individual. Engane-se quem pensa que toda esta parafrenália desconvexa, está posicionada nas grandes organizações, ou nos segmentos macro da sociedade. Basta olhar para as passagens que temos no dia-a-dia, na rua, no local de trabalho, na escola, no restaurante e até mesmo na própria casa, a sua origem é bem simples e de enorme amplitude.

Porque estamos habituados a olhar estas coisas para o lado, para, olha, estás a ver, eu não te disse, aí tens o exemplo, é para ali, então é sempre aquela gente ou gente deste tipo que faz sempre estas coisas, como é possivel...

E, os grandes enganos estão sempre assim, ao lado, porque é sempre o outro que se embrulha nestas grandes causas, causadores dos males da vida.

O Ruben tem uma das filhas na universidade, já num estado avançado, inclusivamente a própria universidade decidiu inclui-la num grupo de estudos avançados, coordenados por membros professores da própria universidade. O grupo está com enormes dificuldades em continuar o trabalho, porque alguns dos seus professores sempre colocam dificuldades à progressão dos alunos integrantes e esta colocação de dificuldades é feita de diversas formas, seja por repetir continuadamente os trabalhos sem objectivos concretos, seja pela criação de obstáculos no desenvolvimento do prórpio trabalho.

A própria criação de um ambiente sob pressão psicológica, para a qual os alunos não estão preparados, levou a situações extremas.

E porque acontece isto? Não vou incluir aqui o facto de se tratar de uma escola, nem o facto de se tratar de professores. Este exemplo está muito para além do factual isolado.

Cada um posiciona a importância das suas coisas nos lugares que cada um tem para posicionar. O lugar de cada importância está reservado aos aspectos da vida que cada um lhe tem atribuido.

Da mesma forma que não pode pedir a um advogado que faça cirurgias médicas, também não podemos pedir ao grande jogador de futebol, que seja dos melhores nadadores do mundo.

Toda a prática cultiva-se, seja com uma profissão, seja com uma cultura, sejam os valores e não temos visto grande interesse neste processo, de cima a baixo, ainda gera pouco proveitos cultivar uma atitude ética e digo ainda porque acredito que, depois dos grandes desafios e acordos feitos sobre o clima, iremos ter o grande desafio da ética, que levará a humanidade a debater e acordar sobre o desafio da ética para a sobrevivência do mundo.

Provavelmente, se tivessemos começado por este ponto, teriamos melhores resultados a outros níveis, nomeadamente sobre o clima.

Se a questão do clima é pouco importante, vide a quantidade de anos que se levou para negociar um acordo, que continua com sobressaltos, imagine-se como seria negociar a simples possibilidade de realizar uma cimerira da ética.

Criamos o hábito de fazer grandes acordos, quando já é demasiado tarde, ou acordar demasiado tarde para evidências tão reais, que até dá medo mexer no que está.

A história da escola, dos professores e do grupo de alunos, não passa de um factor de impreparação, ao que comumente se habitou chamar de incompetência, onde existe medo de perder espaço para jovens em ascenção, num mundo onde cada vez mais escaceia o trabalho.

A impreparação está na mediania dos que estão responsáveis pela nossa educação, nossa e dos nossos.

O resultado, ficará atribuido à mediocridade do ambiente que se vive, na qualidade de vida que teremos pelos esforços e desesforços feitos.

Grandes Legados, Grandes Memórias! Helmut Khol.

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Grande Legados, Grandes Memórias!

Helmut Kohl.

Tenho uma especial admiração por toda a gente que é inclusiva, que tem no seu carácter o dom de incluir, de reconhecer, de juntar, de tocar a reunir, de não permitir dispersões no que é essencial, de fazer juntar e em minha opinião Helmhut Kohl, o antigo chanceler da Alemanha, reunia e reune o caracter de um Homem superior.

Atravessei no seu tempo duas etapas da sua vida que considero marcos históricos e humanos, que serão eternamente intocáveis, a reunificação da Alemanha e a estruturação da União Europeia.

Recordo com profundidade, uma frase, que de certa forma foi difundida nos meios de comunicação social, durante a crise europeia de 2008, que terá pedido a Angela Merkel, para que não destruisse a sua Europa, numa altura em que a Europa revia, provavelmente ainda não terminou o processo, mas, revia o seu conceito de estar no mundo.

De todos os elogios feitos a Helmut Kohl, destaco o que considero ser o elemento maior deste Homem, a sua visão estratégica, que colocou ao serviço da Alemanha e da Europa, para que hoje se mantenham mais fortalecidos.

Visão foi coisa que não lhe faltou, soube ver em antecipação os benefícios de tais investimentos, o que traria de maior a estes dois espaços, no contexto global.

Quando em 1990, o processo de reunificação da Alemanha se iniciou, Helmut Khol enfretou grandes resistências dentro do seu próprio país. Foi com certeza uma despesa financeira enorme, mesmo para um país como a Alemanha, mas não seria a mesma Alemanha hoje, sem a reunificação. Teriamos uma Alemanha mais fraca e por consequência uma Europa mais débil e isso Helmut Khol teve a coragem de ver.

Durante os seus dezasseis anosde governo e enquanto chanceler da Alemanha, providenciou à Europa os alicerces necessários para se tornar um lugar melhor, mais seguro e próspero. A Europa de hoje, deve muito a Helmut Khol, o facto de hoje ter na sua estrutura, capacidade própria de afirmação.

Também conseguiu ver, com esta postura, que a Alemanha seria mais forte, se a Europa se tornasse mais forte, que a Alemanha se tornaria cada vez mais uma potência mundial, se a Europa fosse definitivamente um continente de afirmação própria, sem medos dos constrangimentos da última guerra.

Helmut Kohl morreu há poucos dias, mas a sua memória perdurará nos fortes alicerces da Alemanha e da Europa.

Helmut Kohl não era um alemão comum, um alemão qualquer, mas não vejo no alemães a arrogância predita. O alemão que cada um tem dentro de si próprio, cada um o esmaga ou o acarinha da forma como quer.

Embora Daya seja de uma época completamente diferente, identificou na perfeição Helmut Kohl, “mantenha-se humilde, sê destemido e trabalha, trabalha, trabalha, trabalha...”

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