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O Livro do Tempo

O que se sabe hoje, é infinitamente menos do que na realidade existe!

O que se sabe hoje, é infinitamente menos do que na realidade existe!

A idade crítica da inocência

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A idade crítica da inocência

 

O Reboredo é um personagem digno de ser apreciado. Está hoje com mais de setenta anos e pautou toda a sua existência pela sua luta contra, o que classifica, está tudo mal e faz saber em alto e bom som que está mesmo tudo mal.

Começou por dizer aos pais, alguns anos após a sua entrada na idade de uma maior consciência, que a data que nasceu foi mal escolhida, não deveria ter nascido no mês de novembro, mas sim no mês seguinte, porque seria muito melhor para ele. Hoje, aparentemente, não teria grande parte dos problemas com que se depara hoje.

Passou as diversas fases da vida, desde a escola, até à várias profissões, cujos trabalhos lhe foram permitindo ganhar a vida e o pão que sempre ele amassou, porque a farinha de era feito, tinha sempre defeitos. Pobre Reboredo, nunca chegou, pelo menos até aos dias de hoje, a encontrar a melhor farinha para fazer o pão que tanto apreciava, que nem o próprio sabia qual o bom sabor, mas o paladar de dizer que era mau esse pão, que estava mal cozido, sempre lhe encheu a barriga de satisfação.

Está tudo mal.

Nunca isso deveria ter sido feito dessa forma.

Eu bem disse que isso não iria resultar, mas nunca niguém me quis dar ouvidos. Assim o Reboredo tem contribuído para a sua existência, como importante cidadão, contribuinte directo para o desenvolvimento do seu país e da sua comunidade.

Hoje, ultrapassados que estão os primeiros setenta passos de existência, Reborado acha que deveria ter nascido novamente, para mostrar ao mundo como se faz as coisas, porque o Reboredo pertence aquele grupo que nasceu com o dom especial de dizer ao mundo qual o único caminho que deve seguir.

Estou certo que veremos o Reboredo morrer na hora errada, no local errado e posteriormente se queixar a São Pedro, que ele não teve culpa nenhuma do que aconteceu, porque o mundo não seguiu os seus conselhos.

Pobre Reboredo.

Formataram o Reboredo dessa forma, numa divina inocência crítica a quem se acha no direito de apelar aos comandos de uma actualizada versão de habitante do restelo.

Inocentemente é a amplitude que se oferece, em forma de contribuição de cidadania.

Claro que não existe essa consciência. Seria ir demasiado longe nas pretensões.

Os apelos esporádicos para inverter algum do sentido, que visualmente esta a remoldar este panorama, se esvaziam em saco roto, porque isso não vende, vende muito pouco, dá pouca receita e as pessoas não entederiam o que é isso.

O sentido de responsabilidade que eleva uma empreitada dessa natureza, levaria a chamar novamente Hercules a entrar em odisseias que obrigariam os deuses a intervir.

É muito difícil fazer, colocar em prática, deitar mãos à obra, para concretizar.

A história do sobreiro é bem o exemplo disso mesmo. Hoje, é muito difícil gerir investimentos de quarenta ou cinquenta anos, de retorno e tal é a dificuldade que até o próprio sobreiro esta a ser testado para que o seu retorno de investimento seja encurtado para cerca de um terço do tempo. Se o Reboredo tivesse a oportunidade de opinar sobre essas mesmas experiências, teria decidido mesmo que se fosse com ele o sobreiro nunca teria existido.

Convenhamos que até dá muito jeito, deixar estar as coisas como estão, porque a realização das coisas para o dia seguinte requerem mesmo esta dinamica.

O Reboredo não vê mais as caravelas partir do Tejo, mas o Tejo por lá continua, bombando água vinda  de Espanha e do interior de Portugal.

Engane-se quem pensa que o Reboredo é portugês. O Reboredo é cidadão do mundo, dono disto tudo e com uma respeitável bagagem intelectual, cujo dever é ensinar ao mundo, as bases do seu invejável conhecimento, a ponto de fazer lei.

O nosso Reboredo passou a ser heroi, porque soube adaptar-se ao que foi chamado e nem ousou contrariar a fundamental designação do estabelecido.

Dá vontade de dizer, grande Reboredo. Estar tudo mal e antecipar a vontade de designar obervatórios, passou ser desígnio heróico.

O Reboredo não está cá, nem nasceu finalmente, para estar com o trabalho de comprovar ou fazer o que quer que seja. O Reboredo, na sua inocência, cavalga os trilhos de um panorama que é só dele.

Está tudo mal Reboredo, a ponto de não ver o que se passa.

Acredito que no fundo, no fundo, o Reboredo tem a ambição de apreciar as coisas boas e de passar a aplaudir as coisas bem feitas e contribuir para a construção do seu país, mas também sei que, se o Reboredo ainda aí não chegou é porque manifestamente não sabe como lá chegar. Teve pouca instrução e a que lhe deram esteve direccionada para este comportamento.

Está tudo mal e pronto.

Deixem de existir, porque isso não leva a lado nenhum.

Quem sabe ainda veremos a conversão do Reboredo.

Mudam-se as idades e com elas as inocências.

Essa definição de ser social, existe mesmo?

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Essa definição de ser social, existe mesmo?

 

Vivemos tempos conturbados. Se eu existisse há seiscentos anos, pois seria desde esse tempo que estava a ouvir isso.

Terá sido mesmo uma conturbação muito especial, como é um choque de galáxias, que fez nascer o local por onde todos andamos, por caminhos que procuramos que sejam, os nossos nunca dantes navegados.

Ser social, não podemos existir como sendo uma ilha. Claramente é muito mais difícil. Os conceitos e os comportamentos são maioritariamente ditados por circunstâncias, sendo que a natureza humana é muitas vezes contrariada por necessidades circunstânciais e de acordo com tendencias.

Hoje o ser é mais individual, dito solitário, porque individualmente é uma coisa de estatuto, que se ganha por inerência da decisão da visita aos oitenta ou setenta e tal anos de permanência, em termos médios claro.

Sugere perguntar se certas coisas são criadas para dar apoio a esse ser solitário, ou o ser solitário refugia-se nessas coisas que são criadas?

A imaginação leva para a maior concentração da tendência.

Como pertenço à velha escola, pelo menos por enquanto, continuo a acreditar que somos mesmo um ser social, independentemente de ser com redes ou sem elas mesmo. De preferência social mesmo, do contacto directo com as pessoas, dos desafios que o jogo representa, do olhos nos olhos, sem nada que possa interferir numa confratenização dita social em todo o seu esplendor.

Não direcciono os meus interesses para as ferramentas que existem, para além do que sejam isso mesmo e espero que sejam cada vez mais sofisticadas, para que os meios de comunicação nos facilitem a vida por seres únicos capazes de tomar decisões.

A sociedade, com os seus elementos, sem os quais não seria possivel chamar de sociedade, necessita de se inventar projectando uma evolução para o passado, com as ferramentas do futuro de hoje.

Dará muito jeito não ter tanto trabalho, daria muito jeito sim, mas a estrutura social contempla que o seu protagonista não perca a identidade.

Sinais patológicos de cura

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Sinais patológicos de cura.

 

O mundo entrou em depressão, não a tipologia dos anos vinte do século passado, mas a patológica, a que corre da cabeça aos pés e leva para o hospital para curar.

Ao que nós chegamos, internar o mundo num hospital, como de um animal se tratasse, porque a besta está completamente em desatino, perdeu a noção das coisas e tem comportamentos desorientados, onde inclusivamente os seus membros estão a funcionar de uma forma desarticulada.

A comunidade médica vem advertindo nos últimos anos, que a depressão é já a doença do século, matando muita gente e com graves sinais de alastramento e nos dias que correm, os ares ganharam via de velocidade estonteante e a propagação tem sido muito rápida.

O que vemos, sinais de tempos em recuperação por tempos provavelmente de uma saudade que se quer chegar.

As dependências são muitas para largar tudo e arriscar entrar num vazio de nada, onde nem sequer existe um brinquedo que faça animar a malta.

Andam todos cansados uns dos outros. O espaço de cada um está vazio e quer se preencher de algo que não se sabe o que é, mas que precisa de ser preenchido, porque a última moda tarda a chegar e a ansiedade custa a controlar e isso faz sentir um isolamento que é tão fácil de estar, enquanto a moda perdurar.

Custa, cada vez mais, acreditar que o ser humano é um animal social. O que temos visto, sinais espalhados em todas as latitudes, é ver um ser humano só, verdadeiramente só e isolado no seu casulo, de um espaço que se defende com unhas e dentes e quando se deixa entrar alguem, esse tempo está definido como limitado, porque ultrapassado esse tempo, a depressão da companhia tende a desenvolver-se e tomar conta de uma vida.

Mais do que a depressão individual, vivemos uma depressão colectiva. O mundo necessita de motivação para ter a sua missão de vida. A enércia dependente de segundas indicações não reconhecidas, mas obrigadas a seguir, sem um mínimo de reconhecimento do que aí contém, prova seguir ano após ano pisadas obrigatórias que destrói a saúde e a filosofia da existência do mundo.

Em nome de um colectivo que não existe, erguem-se sermões sumptuosos, com conteudos devastadamente vazios, refrões coloridos de chamadas à glória de um patriotismo iminentemente oco. Pasmem-se todos aqueles queiram passar nos bastidores e se deparam com a realidade.

O confronto com a realidade mal preparada, recusa de ser aceite, porque não foi para isso que aderimos.

Dir-se-à que é do caos que nasce a ordem. Grande mentira. O que nasce do caos é uma nova ordem, que requer autenticação, para que essa nova ordem seja válida nos seus propósitos e na direção para a qual nasceu.

As novas ordens que nascem, ao longo dos tempos, tem sugerido corecções de caminho, inclusivamente aquelas que derivaram e continuam a derivar de caos ocasional, caso contrário já não teriamos assento gravitacional neste recanto do universo.

Somos células de um corpo em que estamos integrados e estes são sinais de doença que começam a ser identificados.

As reações a “o mundo está louco” quando nos apercebemos de determinados comportamentos, são sinais de uma patologia maior, mais abrangente. O tempo de identificação não é o mesmo que determinado para homem e mulher. As contagens têm uma vida própria.

O mundo sempre soube se erguer do caos por ele instalado e criado novas ordens. A patologia agora é mais séria, mais profunda, porque vivemos num estado mais desenvolvido e temos acesso a um nível superior de compreensão e daí a nova doença do século ser mais profunda e mais difícil de curar.

Recuso terminantemente a ideia de que somos máquinas com capacidade de programação. Somos seres vivos com capacidade de iniciativa e capacidade de reação, isso sim.

Nenhuma máquina tem capacidade de inicitiva, a menos que o Homem a programe para reagir mediante determinados parametros.

O fardo da humanidade não pode ser considerado pesado nunca, quando existe clareza e capacidade para o seu espírito de missão, que é o que não existe neste momento.

Nunca em nenhuma circunstância a patologia foi maior do que a cura. A doença só se encontra em estado de benefício, quando lhe é permitido, quando os caminhos para a debelar resolveram desinstalar critérios contrários aos que estão definidos.

Somos cerca de sete mil milhões de pensamentos e formas de acção diferentes. Quanta diversidade, para que critérios colectivos possam dar certo no mesmo grau. Acho que aí entrariamos no tentar conseguir quase o impossível. Os resultados nunca podem ser os mesmos, iguais, para tanta gente junta e diferente.

Falta acção para que tudo isto resulte em pleno de suas capacidades e essa coisa de depressão seja individual, seja colectiva, seja tratada como uma coisa de nada é maior do que a capacidade de cada, no benefício de todos.

Embra tenha dúvidas se continuamos a ser um animal social, de uma coisa sei, não existe isolamento capaz de se sobrepor à doença.

A lenda do mais forte

 

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A lenda do mais forte

 

Nos idos tempos de mais jovem, corria um célebre programa radiofónico, que se chamava, “dos fracos não reza a história”, que relatava, muitas vezes com uma ironia nortenha de rua, as sagas de quem se afirmava no mundo do musculado, independentemente do local onde poderia se encontrar o músculo.

Hoje não temos o dito programa, porque os protagonistas decidiram ocupar o seu lugar. Se acharam donos e senhores desse espaço e sem mais delongas, se auto imposeram como a lenda somos nós e nenhum programa é mais importante. Nós somos o programa.

A lei das lendas para quem trilha caminhos de mais forte, com a supremacia de domínios e benefícios, direccionados para gestos e movimentos ao vento de sopros maiores, ou pelo menos localizados em patamares difíceis de atingir, a menos que se permitam deixar permitir, deixando que tudo pode acontecer de acordo com quem envia os ventos e define as suas direcções.

Arrumem-se seus inoportunos, calaceiros, principalmente caloteiros, aqueles que não pagam o que devem, que juraram fidelidade ao grupo, ao sistema, nem que seja para sua própria defesa. Difícil de pensar nos dias de hoje que o episódio fosse passar directamente na televisão para mundo ver e ficar estefacto com o que estava a assistir. É claro que também eu fiquem completamente siderado. Impensável ver em apreciação de camâra lenta, quase roçando um debate arbitral. Que cena foi, memorável, difícil de retirar dos anais da história.

Enganam-se, não é apenas um caso.

Um famoso jornalista da nossa praça, distinto escritor, classificou a violência doméstica, não como tal, porque não justifica tal minoridade de sub importância.

É violência ipsis verbis, quando é detonado literalmente um mais fraco fisicamente, mulher ou homem, abusados de uma impreparação para o que não vieram ao mundo.

Com certeza.

Ou ainda não saímos da pré-história, ou estamos de regresso a esses tempos.

Foram criadas lendas à volta do mais forte, na tentativa de cimentar lei eterna. Chego a pensar que sim. Ainda o genoma está mal identificado, corre um certo vagar de tempo, que ainda não permitiu saber as raízes deste mal, que é únicamente social. Recuso-me a aceitar que seja humano.

O mais forte queria se tornar lenda.

Triste a figura que passeia todos os dias nossos olhos.

O que vemos de mais forte, num feudalismo actualizado pela posse de faculdades temporárias e usadas, nesses ditos ventos de sopros alheios.

O que de forte e fraco se torna a lenda, em ápices de uso.

O que foi forte e é usado, o que é forte e se deixa usar. Difícil é ter a consciência plena dos actos, a importância na sociedade, o elemento humano que passeia meia dúzia de anos por esta aventura, muito provavelmente inesperada, com um acordar tardio, normalmente acima dos setenta anos e tardiamente arrependido de males que só se quer curados e perdoados, como se Deus estivesse à disposição numa última hora meio desgraçada, porque o momento estava a chegar e era necessário garantir um lugar no paraíso, quando o inferno esteve sempre presente.

Estas lendas, nomeadamente as que exigem primeiros planos de fotos, exigem julgamentos da história, como se heróis se tratasse.

São grandes e pequenas, estas lendas, as que vemos na televisão e as que passeiam no dia a dia.

São lendas, porque não são reais. São apenas isso mesmo.

A vida desprezível de uma lenda que pretendeu se inventar num contexto virtual, agora este sinonimo é mais real, numa coisa que não se consegue apalpar ou tocar, que existe pelas exigências de uma agenda muito própria.

O que falamos e participamos no desenvolvimento de conceitos de liderança, fora de uso, fora de contexto similar ao que vem formulado numa vida de percepções aprendidas, seja em livros, seja proveniente do berço nascido, com a humildade de um pobre ou de um rico de recursos.

Provavelmente é mesmo necessário arranjar e com urgência, mais um ou mais planetas, para distribuir estes sete mil milhões, antes que sejam mais e seja tarde.

A ferocidade da escassez de espaço faísca na inaptitude do conhecimento e da tolerância.

A competência humana, vai muito mais além do que a animalidade de circunstância.

A flexibilidade da teoria do abandono

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A flexibilidade da teoria do abandono.

 

Sou um degustador amador de futebol, o que quer dizer que só gosto de apreciar bom futebol, o que dentro do meu conceito futebolístico é demasiado pobre para encontrar uma caracterização especial de um conhecedor de regras, para uma boa arte de como manusear o futebol.

Nos seus tempos, D. Duarte I de Portugal, escreveu a célebre “Arte de bem cavalgar toda a cela” e que se tornou um livro de ensinanças para todo o candidato a bom cavaleiro.

Nessa altura ser candidato era coisa rara, porque todos os cargos eram por inerência e por nomeação real e embora o cargo estivesse disponivel para uma camada quase exclusiva, não colocaria de fora outros que tivessem unhas, ou mãos para segurar as rédeas.

Nestes tempos, creio que se estaria a experimentar um certo abandono algum conceito exclusivo. Pode ser.

Mas voltemos ao futebol, porque nos dias de hoje, as teorias são de consumos de massas, orientadas para regras completamente desregulamentarizadas.

Outro dia fiquei horrorizado quando ouvi um especialista de futebol, dizer que o conceito de treino de futebol não é mais repetir, vezes sem conta, mecanismos tácticos, ou seja, fazer de equipas de homens e mulheres, maquinas fazedoras de procedimentos. Nem queria acreditar no que estava a ouvir.

Então o futebol se desenvolveu assim, em treino repetitivo, onde toda a gente sabia em que local preciso a bola iria ser colocada, ou gíria futebolistíca, onde a bola iria caír e de um momento para o outro, as coisas iriam mudar.

O velho futebol tinha em mãos uma das suas grande revoluções, está a observar uma mudança drástica de arte.

Tudo está a ser cada vez mais imprevísivel, inclusivé a imprevisilidade de conceitos.

Dantes tinhamos o faz assim para obter desta forma. Dantes, era ontem, o que quer dizer que passaram longas vinte e quatro horas, que foram perdidas ou ganhas, se o discernimento foi conseguido ou não.

Parece que tudo está a mudar, ou tudo mudou, ou tudo sempre esteve em mudança e só agora estamos a dar conta disso, ou damos mais conta disso porque é muito rápido.

O tempo passa  voar e não é apenas os anos, porque essa coisas de anos é uma medida com uma grandiosidade luxuosa, numa unidade de tempo cada vez mais rara e só para coisas de excepção pode ser aplicável.

Será que nós seres humanos estamos à altura dos acontecimentos? Estaremos a entrar na mesma velocidade que as mudanças? Porque queremos que assim seja, ou por completa incompetência de ser humano, homem e mulher de carne e osso, fez o favor de colocar a si próprio, como de um desafio se tratasse?

Há uma total vaga de abandonar tudo o que se aprendeu até hoje.

Esqueça o que foi uma base de sobrevivência no dia de ontem. A linha que dirigiu o ontem não existe mais, nem tão pouco as matérias pendentes deixaram de o ser. Estavamos desatentos e a verdade do não deixes para amanhã o que podes fazer hoje, se tornou real, apenas recusamos entender a sabedoria.

Não deixes para amanha o que não vais poder fazer amanhã

A circunstância do abandono a que foi decididamente abandonado como uma cruel realidade de imposição dos tempos e cuja crueldade só foi criada pelo criador da dinâmica, que hoje só tem dificuldades de acompanhar.

Existe uma teoria de abandono à destruição da verdade, aquela que existia.

Tenhamos consciência do contexto. Se ela existir, de facto, existirá a consciência do plano e haverá a capacidade de decisão, na qualidade que impõe.

Insisto; será que existe preparação para tudo isto?

Convenhamos que sim. Tempos houve, em que o movimento era feito sem rodas; depois veio a invenção da roda, provavelmente a maior da história, mas não tenhamos ilusões que voltaremos a ter movimentos sem rodas. Pois, já não lembrava que existem.

A teoria do abondono imporá também o abondono da descoberta de Galileo e

chegar-se-à conclusão que Galileo, apenas tinha razão num determinado periodo de tempo, ao que foi circunscrito a asunção da verdade das descoberta.

Chegaremos à conclusão que estavamos a bater a cabeça em sítio errado, quando ansiosamente tentavamos perceber a origem do mundo. Qual ainda não sei, mas com certeza que saberei, um dia.

Abandonar o provável, será uma boa forma de encontrar um desenvolvimento evolutivo de uma verdade. Não será de todas com certeza, pois nessa altura estaremos a presenciar o fim do mundo, mas uma parte dessa verdade, teremos com certeza mais definida.

Não estaremos na presença de um mundo imperfeito, isso não estamos, porque o mundo se começou a formar sempre a um nível de exigência quase perfeita, mas se esqueceu dos seres humanos, para que pudessem evoluir ao mesmo nível e dentro do mesmo plano. Um está fora do outro e não é possivel que consigam sobreviver um sem o outro no mesmo plano.

Sabemos uma ínfima parte do que na realiade existe e se é conhecedor, tão pequena, que estariamos completamente descontrolados, se soubessemos o dobro do que sabemos hoje.

Uma Liderança das antigas.

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Dá vontade de perguntar, o que é que fulano ou cicrano têm para serem tão admirados, para serem sempre tão referênciados, para terem todas as luzes da ribalta à sua volta, por serem capa de jornais a toda a hora?

Existe tanta gente por aí, que faz de tudo para terem, já não digo os famosos cinco minutos de fama, mas pelos menos um minutinho. Com uma preparação de vida incrível, um curriculum invejável. Tantas vezes, nem um minutinho lá chega. Porque será?

Um velho costume, de raízes profundas, ancestrais mesmo, sem que isso signifique algum tipo de ligação heriditária, proclama a atitude de servir para se ser líder.

O Papa Francisco esteve em Portugal há poucos dias. É o chefe da maior comunidade religiosa do mundo e é o líder de cerca de mil milhões de seres humanos.

Quem conhecia este homem até à sua eleição para papa, eram muito poucos. Em pouco tempo se afirmou naturalmente no seio da comunidade que dirige, essencialmente devido a duas ordens de razão: é um líder que serve a sua comunidade e é um homem que toma as suas decisões, corajosamente.

Com certeza que esta atitude é de risco, um risco muito elevado, porque a evolução de conceito ditou um espaço de proteção exclusivo, aliás como sucede em todas as terminologias de semelhança.

Nada fará prever, uma vez mais, que qualquer recusa de batalhar contra o medo, será um aprofundamento do vazio da existência.

Existem provas, cada vez mais consistentes, que a falta de liderança, engrossa a muralha do medo, mas uma muralha nublosa.

Se tivessemos uma liderança das antigas, não seria nada disto, dizem os mais entendidos, mas que podemos estender aos mais envergonhados, não aqueles que têm vergonha, mas os que se escondem.

Ah...quanta ingenuidade existe em tudo isto, quanta falta de presunção se pretende atirar a um mundo reconhecível para uma vasta denominação de conjunturas desenvolvidas pelas veredas de uma oportunidade.

Sejamos francos, o mundo não necessita mais de liderança ou lideranças, necessita sim de quem trabalhe, de quem dê o corpo ao manifesto e vá suar as estopinhas do quanto custa a vida.

Para quê estar a falar em liderança? O que faz falta mesmo é quem mande nisto, de quem ponha ordem nisto, porque só se vê desordem.

A preocupação chega a estes pontos sim, uns que clamam por uma liderança que ilumine, outros que sabotam a tentativa de ignorância dos energúmenos que só sabem estragar os planos do que se está a fazer.

Diz o mesmo protagonista que, cada um faz o seu trabalho, independentemente as suas origens e causas. Muito bem.

Costuma-se dizer que a verdade vem sempre ao de cima, é como o azeite.

Oxalá que a entrada de uma nova era simplificada de processos, permita liderar conceitos básicos de uma vida bem vivida, plena da complexidade da vida que alimenta o ser humano. Afinal quem interessa servir, senão a razão disto tudo, a razão de palmilhar uma evolução comum.

Ninguém é igual a ninguém. Por mais quantidade que a população do mundo cresça e habitantes tenha este planeta à beira de uma pequena galáxia quase desconhecida, não encontraremos nunca dois seres humanos iguais e independentemente da contínua e eterna guerra entre o bem o mal, a direção necessita estar nas mãos da sabedoria.

Ah...de novo a ingenuidade, com certeza.

O oposto é comer pela medida grande.

Como formar uma cultura de responsabilidade em três tempos

Como formar uma cultura de responsabilidade em tr

 

O título é bem sugestivo e até parece um daqueles livros de como conseguir que o milagre da sua vida chegue até si em 3 passos, ou como o aladino possa saír da lamparina  num abrir e fechar d’olhos.

Mas não é. O caso dos três tempos está relacionado com as repentinas mudanças de rumo, sempre que a oportunidade assim requer, de oportunidade sagazmente fugaz de responsabilidade que não se quer nas mãos, nas dos próprios, quando a mesma escalda de quente.

A educação, aquela que instrui e educa, assume um papel muito importante no desenvolvimento da reponsabiidade e tinhamos uma pessoa, na nossa govenança, que costumava dizer que “é melhor não dar muito acesso de educação ao povo, para não sofrerem tanto, os coitados quanto menos souberem menos sofrem”. Mesmo assim.

Para além disso, é também conveniente decidir por eles, porque como sabem tão pouco não sabem tomar as melhores decisões.

Hoje os tempos são bem diferentes, tiveram uma volta de cento e oitenta graus e de uma cultura de pouco se saber e pouco saber, para muito saber e muitas das vezes de excesso de saber, ao ponto que o mundo se obrigou a si mesmo de encontrar notícias falsas para contrariar tendências pouco oportunas.

Tudo de faz para criar uma cultura de reponsabilização, isso mesmo, responsabilização. Não se trata mais de irresponsabilização. A era da irresponsabilidade também passou há muito tempo. Vivemos uma nova época, um tempo que se exige escolhas, que quem é escolhido exige que quem escolha, faça as suas escolhas, porque se o dever não é cumprido, a ignorancia da cidadania irá ditar caminhos de seleção.

Tem-se falado, com alguma frequência, que um dos grandes males do mundo actual, ou seja, deste ciclo que vivemos, está nas elites que nos governam e entenda-se os que nos governam de uma forma abrangente, porque todos temos linhas de hierarquia cujo reporte abrange um circulo aberto e contínuo e nesse círculo se inclui a responsabilidade de quem decide, de quem decide decidir e de quem decide agir para decidir.

As coisas não podem ser reponsaveis quando são boas e quando os ventos estão de feição, como também não podem ser irresponsaveis quando, de repente, tudo se torna nublado e o que recebemos não é exactamente o que tinhamos previsto.

A imprevisibilidade é um elemento dos Grandes, desde os homens (e aqui se inclui as mulheres, porque aprendi que no plural se emprega o masculino, mas francamente desconheço se houve alguma alteração gramatical), até aos ambientes (e estes são tudo menos os físicos, tudo menos as salas ou salões bem decorados).

A Europa, mas se quisermos ser mais precisos chamamos de União Europeia, teve como base de projecto a paz no pós guerra. Cresceu e adaptou-se, como é natural, como também os seus pressupostos e conceito.

O descontentamento vivido hoje na Europa, não pode ser apenas de responsabilidade do povo, ou apenas e só dos governos nacionais, bem como não pode ser apenas das instâncias governativas da Europa. Talvez esse mesmo descontentamento provenha disso mesmo. Ninguem gosta que quem tem o microfone na mão, diga alto e em bom som, que a culpa é do tal ou dos tais porque não entendem nada disto. Para isso é necessário passar também o microfone a esse tal e esses tais.

A boa análise requer que, também, tenhamos presente os exemplos que ao longo da vida nos são apresentados, os bons e os maus, aqueles que são catalizadores do que percorremos e aqueles onde a retórica de recusa nos fazem padrão.

O exemplo da Europa foi apenas apresentado como um de tantos que encontramos todos os dias, exempos grandes e pequenos, cada um à sua dimensão para compreender o estigma da responsabilidade, porque parece mesmo um estigma ser reponsável por decisões que se toma.

É claro que o percurso histórico leva muito tempo até ser tratado, muitas voltas até caír novamente no ciclo da responsbilidade.

Quem faz o que quer, sujeita-se a assumir a sua parte de responsabilidade, ou deveria ser assim, ou o tempo deve assumir a sua quota de responsabilidade, porque a única coisa que de facto temos, que é verdadeiramente nossa propriedade, que nos é dado (e não de uma forma gratuita), é o tempo.

As pedras do caminho

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Conheço o Michael faz muitos anos, desde o tempo em que comecei a viajar, ou melhor, a dar as primeiras asas para as viagens, grandes e pequenas e esta é uma história que sempre me faz parar para pensar numa das grandes preocupações que nós seres humanos temos, sempre tivemos e cada dia que passa faz acrescer o grau de preocupação em cada um.

O Michael tem uma formação superior em engenharia mecânica e desde o início da sua vida profissional, decidiu por tomar as rédeas da sua própria empresa de negócios, ou seja, a formação académica que decidiu tomar, de uma forma simples e directa, de pouco serviu aos conhecimentos tecnicos adquiridos, mas de tudo serviu, completamente serviu e alicerçou a sua carreira profissional.

O que vemos hoje, com tendência para aumentar de uma forma tão assustadora, são carreiras profissionais planeadas ao longo de muitos anos, se esfumarem em breves segundos. Todas as linhas profissionais, todas sem exceção, estão em risco e isto únicamente devido aos meios tecnológicos já desenvolvidos e ao que está para chegar.

Não haja ilusões sobre isto, para que a realidade seja melhor encarada e sobretudo tratada e principalmente para que haja o discerinimento total sobre o plano de vida a ter.

Históricamente este panorama existe desde sempre, profissões que desaparecem e são substituidas, outras que literalmente desaparecem sem deixar rasto e ainda outras que evoluem.

Hoje, as coisas correm a uma velocidade ultra luz, que nem damos conta das mudanças que se verificaram, a menos que exista a capacidade de ler o tempo que há-de vir, com as realidades que vivemos.

Mas, se considerarmos a possibilidade de como será o mundo daqui a cem anos, talvez tenhamos a sorte de antever um exercício profissional inimaginável, um mundo do trabalho difícil de enquadrar no pensamento de hoje e tenhamos em consideração que a velocidade a que corre um século de vida, é muito maior hoje do que há cem anos.

O tempo do tempo que andava devagar, que dava para saborear, que tinha tempo para reflectir e enquadrar considerações, sumiu.

Hoje esse tempo existe, pela metade.

Não devemos nos preocupar com a nossa vida dentro de cem anos, mas devemos zelar pela vida que existirá em cem anos. O que acontecer hoje, bem ou mal, terá repercurssões dentro de cem anos, por isso, o mundo tem a responsabilidade de assegurar o bem estar do ambiente que ajudou a criar, inclusivamente porque o legado familiar que deixamos, cada um de nós, é de nossa directa responsabilidade e se cada um fizer a sua parte, então teremos mundo para viver.

A grande questão que se coloca pode ser, então, o que vamos fazer no futuro? O que será da vida profissional? Qual será o mundo do trabalho em que nos enquadraremos?

Esta última questão pode ser fundamental sobre os olhos como vemos o trabalho. Bem melhor que sejamos nós próprios a nos enquadrarmos, do que sejam outros a decidirem pelo nosso enquadramento.

Este é o primeiro passo.

Salomão terá deixado no seu legado para a humanidade, uma das mais importantes directrizes actuais: “Salomão a morrer, Salomão a aprender”.

Não creio que a formação, académica e espontânea, prevista e planeada, seja mais a solução para uma vida de trabalho e não só e talvez nunca foi. A formação académica e a vontade de adquirir conhecimento deve ser natural no ser humano, para que seja possivel decidir, ter a capacidade de decidir sobre a vida que cada um deseja ter.

Cada vez mais, a identificação do tamanho das pedras e se as mesmas servem para construir ou para impedir, será decisivo para o percurso e essa identificação só é conseguida com conhecimento e construção humana.

O desafio da individualidade

Era uma vez...o que leva a ficar por um passado distante e muitas vezes, ou até mesmo a maior parte das vezes, não mais vivenciável, pela distância que ficou e que fica irremediavelmente.

 

A história que pretende ser constantemente contada, ou o que se pretende é mesmo contar a história e ficar por aí, um titulo que poderá perdurar, como se de um feito se tratasse?

Diz o velho ditado que a felicidade está no caminho e não na chegada.

Em termos mais práticos; é possivel refazer constantemente os objetivos que nos propomos? Ou estamos preparados para aceitar uma constante reformulação, adequação, estar regularmente em ajustamento com os passos que temos em frente para efetivar?

 

É possivel provar sim um mundo cheio de nada e essa é sempre a conclusão uma vez chegados ao objetivo.

 

Uma das histórias mais comuns que temos é a do Gustavo.

O Gustavo era um homem que tinha chegado à idade da reforma, depois de tanta ansiedade e minutos contados chegou finalmente ao dia mais aguardado, à idade da sua reforma. Depois tantos sacrifícios, de trabalho incansável, queria mesmo era se retirar, parar e disfrutar da vida, pois sempre trabalhou, cansou de trabalhar, desde pequeno. E, uma vez na reforma não conseguiu aguentar mais de um ano e morreu.

Mas histórias como a do Gustavo, encontramos todos os dias, mais ou menos próximas das realidades que conhecemos.

 

Estas realidades não se aplicam sómente às pessoas, pois as empresas como seres activos e dinâmicos, são possuidores de uma enorme complexidade de enquadramento no mundo que as torna possivel viver. Todo e qualquer organismo vivo ou que o colocarem com vida, são detentores de uma enorme dificuldade de ajustamento às realidades, porque somos seres de hábitos e os hábitos fazem o monge e os monges fazem parte da história e é com mais história que ganhamos mais capacidade crítica.

 

De certa forma este tem sido o fio condutor que faz correr o tempo de passagem pelos curtos parágrafos que cada um está destinado. A história tem sido escrita dessa forma, com mais ou menos destino, tudo dependerá do grau de aceitação de cada um.

A individualidade está cada vez mais em risco, mas o mundo terá cada vez menos capacidade em se afirmar, sem uma grande evolução da individualidade.

Contrariamente à globalização, pelo espaço físico que apresenta, o homem e a mulher serão cada vez mais capazes de se afirmar pela sua capacidade individual, sendo uma necessidade vital, inclusivamente de sobrevivência, a individualidade permanente.

 

Sendo isto verdade, por toda a relatividade que nos sustenta, fazer do caminho que se percorre constantemente, uma permanente história inacabada, que outros continuarão, num caminho que iniciamos ou num caminho que continuamos, permite fazer da presença, uma coisa real e capaz.

 

Tempos houve em que a história se contava a partir de...era uma vez!

 

 

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O labirinto

A passada semana foi noticiado em todo o mundo, que uma coluna de autocarros de pessoas comuns, seres humanos, homens, mulheres e crianças, tinha sido completamente devastada, com mais de uma centena de mortos, na Síria.
A notícia espalhou-se por todo o lado, em todas as latitudes, com condenações mais ou menos veêmentes, comentários com mais ou menos profundidade, declarações oficiais para que a história possa mais tarde ter como registo do acontecimento.
Isto é sério, muito sério, o que aconteceu.

Há certo tempo, tivemos mais um acontecimento trágico de um homem que mata a ex-mulher, porque não admitia que ela fizesse vida sem ele.

Temos todos os dias na comunicação social, também porque os amigos nos contam, porque participamos em conversas, informações de toda a natureza, muitas das quais nos fazem pensar ao que o mundo chegou com comportamentos tão estranhos, que apenas o são porque o mundo está cada vez mais pequeno e o seu acesso agora nada custa, tudo está acessível, até mesmo para que este sistema funcione com mais eficácia.

Podemos encontrar relatos com maior ou menor complexidade, com uma abrangência social muito grande, completamente transversal a todas as classes sociais, culturais e até mesmo do simples cidadão analfabeto, até ao mais formado académicamente, porque na realidade ter medo e incutir medo, não se cinge a questões de um status de preparação na evolução social e profissional. Ter medo e incutir medo, faz parte de uma essência humana que nos liga ao exercício de poder.

A velha escola com um exercício apoiado por uma experiência segura.

Tão antigo e velho quanto a existência do mundo, o conforto do medo como um refúgio de segurança para quem dá e para quem recebe.
Nos dias de hoje até se poderia dizer que de tão velho que é que até se poderia reformar, mas de tão seguro que está, que resolveu se instalar definitivamente.

Para que o medo não se desinstale, foi criado um labirinto de citações motivacionais e instituições de ajuda, citando inclusivamente que ter medo é bom para o equilibrio humano. Assim, homens e mulheres, jovens, crianças sentem-se mais seguros, mais senhores de si próprios e já agora, também mais senhoras de si próprias.

O pior é quando isto atinge o sentido e a prática da ameaça, por tudo e por nada, basta que um ou uma esteja um degrau acima. Ameaçar tornou-se uma arma de controle comum, para complexizar ainda mais o labirinto.
Uma vez dentro dele, as dificuldades são cada vez maiores para encontrar a saída, por isso talvez não seja má ideia ficar junto à porta de entrada e não avançar para o interior, porque a teia é muito forte.

O Professor José Gil, no seu livro “Portugal, o medo de viver”, retrata um cenário histórico deste país Portugal, dito à beira mar plantado, para fazer escorrer as lágrimas do acorrentado viver em que nos tornamos.
Não é desde o velho do Restelo, não, mas o homem lá estava para fazer história numa marca profunda do país. O sinal estava dado, para que pudessemos pensar mais do que duas vezes, se necessário fosse, sempre que se decidisse avançar em mais alguma empreitada.

O medo tornou-se a arma mais poderosa.
Um labirinto de entradas e saídas, de avanços e recuos, de nortes e desnortes, para fazer dirigir a mente humana no sentido mais lúdico dos momentos que são necessários.
Mata-se, como e quando, para o fazer instalar bem visivel, até porque não se pode pôr em risco os ganhos.
Controla-se, para que em nome de superiores interesses, que raramente se sabe quais, o proveito próprio ganhe substância.

O factor matar contemporâneo não tem mais uma ligação física, de eliminação pura e simples da matéria.
Mata-se socialmente, politicamente, pessoalmente, familiarmente, religiosamente e por aí adiante. Os campos de actuação são vastos.
Mete-se medo ou cria-se condições para que o seu ambiente seja adequadamente oportuno.

As sociedades são tão mais fortes e capazes, quanto a liberdade de pensamento e actuação que lhe são conferidas.
No seu desenvolvimento, são providenciadas armas de reação, para fazer prevalecer as raízes da razão e da responsibilidade, que sempre é orientada para a construção de sociedades mais fortes e capazes.

Os exemplos que temos são muitos, quer ao longo da história, quer na actuação de hoje. Os que são mais desenvovidos e os que não conseguem prosseguir, os que são mais cultos e os que têm gravissimos problemas de literacia, os que se sentem mais seguros e os que sempre se escondem.

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